Mercado vê déficit primário maior neste ano e no próximo, mostra Prisma
![]()
Por Fernando Cardoso
(Reuters) - Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda pioraram suas previsões para o resultado primário do governo neste e no próximo e elevaram marginalmente as projeções para a dívida pública bruta no mesmo período, mostrou nesta sexta-feira o relatório Prisma Fiscal de junho.
Segundo o relatório, a expectativa mediana agora é de saldo primário negativo de 79,715 bilhões de reais em 2024, ante visão anterior de déficit de 76,825 bilhões de reais. Para 2025, a expectativa para o resultado primário também piorou, a déficit de 90,134 bilhões de reais, ante 87,458 bilhões no mês passado.
Em relação à dívida bruta do governo geral, os economistas agora esperam que ela chegue a 77,33% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2024, de 77,30% projetados em maio. Em 2025, a previsão é de que a dívida chegue a 80,15% do PIB, ante projeção anterior de 79,90%
Os dados vêm em meio a preocupações persistentes do mercado com o compromisso fiscal do governo, diante das dúvidas sobre a capacidade do Executivo de aprovar medidas de aumento de arrecadação e críticas ao que é visto como falta de compromisso com o corte de despesas.
A meta do governo é zerar o déficit primário ao fim deste ano.
Para a arrecadação, a expectativa mediana subiu para este ano, mas diminuiu em relação ao próximo. A nova projeção indica a entrada de 2,603 trilhões de reais neste ano, contra 2,593 trilhões estimados no mês anterior.
Em 2025, no entanto, a arrecadação federal é vista em 2,734 trilhões de reais, ante 2,741 trilhões em maio.
Diante das barreiras impostas para o aumento da arrecadação, o governo tem sido pressionado a revisar alguns de seus gastos, iniciativa que vem sendo defendida pela equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas é alvo de resistências dentro do próprio governo
Os economistas consultados no Prisma elevaram suas projeções para as despesas totais do governo central neste ano -- a 2,207 trilhões de reais, ante 2,189 trilhões no mês anterior -- e no próximo -- 2,321 trilhões de reais, de 2,313 trilhões em maio.
0 comentário
BC corta Selic em 0,25 ponto para 14% e deixa próximos passos em aberto
Dólar apaga perdas e fecha estável no Brasil sob influência do noticiário político
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras pressionando antes de decisão do Copom
Houthis do Iêmen dizem ter atacado petroleiros sauditas no Mar Vermelho e no Golfo de Áden
Portos de grãos da Argentina operam normalmente após fim de greve
Expectativas sobre Oriente Médio ofuscam queda de SpaceX e AMD e Wall Street abre em alta