Membros do BC concordam que política monetária deve ser cautelosa e flexível, diz Guillen
![]()
(Reuters) - O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, defendeu nesta quinta-feira flexibilidade na condução da política monetária, ressaltando que os membros do Copom têm a visão comum de que devem agir com cautela, sem sinalizar próximos passos e com firme compromisso em trazer a inflação à meta.
Falando em seminário do European Economics & Financial Centre, Guillen se absteve de comentar se o ciclo de afrouxamento monetária chegou ao fim.
O diretor do BC disse que o comprometimento com a meta de inflação é essencial para ancorar as expectativas. Ele também defendeu que a ancoragem das expectativas de inflação é um fator importante na condução do nível dos preços de volta à meta e também fornece credibilidade às autoridades monetárias.
Após fazer considerações sobre a economia brasileira, Guillen disse que houve progresso na redução da inflação, mas que ainda há um caminho a percorrer.
Em uma análise mais ampla do cenário global, o diretor disse acreditar que todas as economias emergentes devem conduzir a política monetária de forma mais cautelosa.
Por fim, Guillen apontou que o BC vai rever a sua estimativa atual de uma taxa de juro neutra de 4,5%, mas evitará incorporar alterações de alta frequência que criam ruído neste ajustamento.
O BC já realizou sete cortes consecutivos na taxa Selic, sendo seis de 0,5 ponto percentual e um mais recente de 0,25 ponto. A autoridade monetária não indicou os próximos passos da taxa em sua última reunião, no início deste mês. A Selic está em 10,5% ao ano.
(Por Marcela Ayres e Fernando Cardoso)
0 comentário
Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação
Dólar sobe aos R$5,0664 puxado pelo cenário político no Brasil e pelo exterior
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local