Ibovespa fecha em alta com suporte de Petrobras em dia com ata do Fed
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Por Patricia Vilas Boas
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou o pregão em alta nesta quarta-feira, apoiado por papéis da Petrobras, que acompanharam a valorização do petróleo no exterior, em dia marcado pela divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,1 %, a 132.833,95 pontos. Na mínima da sessão, chegou a 132.250,07 pontos. Na máxima, a 133.575,58 pontos. O volume financeiro somou 21,3 bilhões de reais.
"O Ibovespa está olhando muito mais para a questão do petróleo", avaliou Anand Kishore, gestor de fundos de ações e multimercados da Daycoval Asset, acrescentando que o índice se descolou do S&P durante o pregão, ao contrário da véspera, quando seguiu o cenário externo desfavorável.
Em Wall Street, os pregões tiveram uma sessão negativa, sem grandes reações à ata da reunião de 12 e 13 de dezembro do Fed que indicou que seus membros observaram diminuição dos riscos de alta da inflação. Eles também destacaram incerteza sobre quanto tempo a política monetária restritiva precisará ser mantida.
Na visão do especialista em investimentos da DVInvest, Erik Sala, a ata do Fed teve pouca influência na bolsa paulista, ainda que alguns investidores permaneçam temerosos com o risco de um cenário de juros mais alto por mais tempo nos Estados Unidos.
A queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano também favoreceu o desempenho positivo do Ibovespa, influenciando ainda a curva futura de juros no Brasil.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN subiu 3,12%, a 38,96 reais e PETROBRAS ON avançou 3,40%, a 40,70 reais, acompanhando a alta dos preços do petróleo no mercado internacional. O petróleo Brent fechou em alta de 3,11%, a 78,25 dólares, após a interrupção em um importante campo petrolífero libanês somar-se a temores de que as tensões no Oriente Médio. Ainda no setor, PETRORIO ON fechou em alta de 3,37%, a 46,88 reais. Na véspera, o conselho de administração da empresa aprovou a emissão de ações no valor total de 58,6 milhões de reais, elevando seu capital social para 5,6 bilhões de reais.
- BRADESCO PN subiu 0,10%, a 16,75 reais, entre as principais contribuições positivas para o índice, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,10%, a 33,15 reais. BTG PACTUAL UNIT foi destaque negativo entre os bancos do Ibovespa, com queda de 1,85%, a 36,54 reais.
- ELETROBRAS ON caiu 0,12%, a 41,69 reais. A elétrica recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar duas liminares que haviam suspendido realização de assembleia geral extraordinária convocada para 29 de dezembro para decidir sobre a incorporação de Furnas pela companhia sob a alegação de "graves prejuízos". Na terça-feira, a empresa disse que estava adotando todas as medidas cabíveis para a preservação de seus interesses.
- BRASKEM PNA caiu 2,84%, a 20,50 reais, no vermelho pelo segundo dia consecutivo, após forte valorização em dezembro, quando acumulou um ganho de 14,3%. Em novembro, havia subido 19%.
- GPA ON subiu 10,50%, a 4,63 reais, liderando as maiores altas percentuais do Ibovespa. O varejista conduz no próximo dia 11 assembleia geral extraordinária para decidir sobre aumento do limite de capital visando uma potencial oferta de ações, bem como mudança no conselho de administração.
- VALE ON caiu 0,52%, a 76,65 reais, contrastando alta dos futuros do minério de ferro na China impulsionada por expectativas de estímulo fiscal adicional na China e apostas no crescimento da indústria. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange subiu 2,8%, para 1.017,5 iuanes (142,50 dólares) por tonelada.
- BRF ON caiu 4,91%, a 12,60 reais, no segundo pregão seguido de baixa. No final do ano passado, a BRF anunciou que a Marfrig tinha aumentado sua participação na empresa para 50,06%. Para analistas do BTG Pactual, esse movimento "simbólico" poderá desacelerar os incentivos da Marfrig para aumentar ainda mais a fatia na BRF. Em linha, MARFRIG ON caiu 0,41%, a 9,61 reais.
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