Pré-candidata impedida de concorrer contra Putin entra com recurso na Suprema Corte russa
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MOSCOU (Reuters) - Uma ex-jornalista de TV, que se opõe à guerra na Ucrânia e que no sábado foi desqualificada da próxima eleição presidencial na Rússia, entrou com um recurso contra a decisão junto à Suprema Corte.
Os membros da comissão eleitoral central do país votaram unanimemente pela rejeição da candidatura de Yekaterina Duntsova, citando "inúmeras violações" nos documentos que ela apresentara.
Falando à Reuters após apresentar um recurso à Suprema Corte, Duntsova deixou claro não esperar que a medida tenha sucesso. Ela não é muito conhecida em toda a Rússia e admite comandar uma base de apoio de milhares de pessoas em um país com mais de 140 milhões de habitantes.
No entanto, Duntsova, de 40 anos, disse que foi injustamente impedida de participar da disputa. Há ampla expectativa de que a eleição seja vencida pelo atual presidente Vladimir Putin, no poder, como presidente ou primeiro-ministro, há mais de 20 anos.
Ao não deixá-la concorrer, Duntsova disse que as autoridades privaram alguns jovens russos de uma forma de expressar suas opiniões dentro de um sistema político rigidamente controlado.
Isso, segundo ela, pode alimentar a apatia e um boicote à eleição prevista para março por parte de alguns eleitores.
"Tenho a sensação de que o campo (de candidatos) está sendo esvaziado... Não é vantajoso para vocês (as autoridades), acima de tudo, que não tenha sobrado ninguém, que a lista de candidatos (só) tenha pessoas com mais de 70 anos", disse ela.
"Onde estão os representantes dos jovens? Onde estão os representantes das pessoas que querem falar sobre paz, sobre valores democráticos, sobre reforma, sobre confiança na instituição de poder?"
A comissão eleitoral central afirma que suas decisões são puramente baseadas em regras e que seu trabalho é garantir que os candidatos em potencial sigam os procedimentos corretos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta terça-feira, sem mencionar Duntsova pelo nome, que a Constituição permite que pessoas com ambições políticas concorram à Presidência se atenderem aos critérios legais para tal.
O Kremlin aponta pesquisas de opinião que dão a Putin, de 71 anos, um índice de aprovação de cerca de 80%, e diz que a maioria dos russos apoia o que classifica como "operação militar especial" da Rússia na Ucrânia.
(Reportagem de Reuters)
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