Mantemos objetivo de zerar déficit em 2024 independentemente de discussão sobre meta, diz secretário de Haddad
![]()
BRASÍLIA (Reuters) - A equipe econômica mantém seu objetivo se trazer o déficit primário para patamar próximo de zero em 2024 e acredita ser plenamente possível atingir esse alvo, independentemente de qualquer discussão no governo sobre a meta fiscal, disse nesta quinta-feira o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.
Falando em evento do Bradesco BBI, Mello afirmou que o objetivo de ter uma meta fiscal ousada é colocar luz sobre necessidade de recompor a base de receitas do governo sem distorcer o sistema tributário.
“Independentemente de qualquer discussão sobre a meta formal, nós mantemos nosso objetivo -- que acreditamos que seja possível e viável -- de trazer o déficit público primário brasileiro para mais próximo de zero”, disse, ressaltando que o compromisso está muito claro, “independente da velocidade”.
Ele destacou que o governo quer recompor a base arrecadatória de maneira estrutural, mas “isso não impede que eventualmente alguma medida de mais curto prazo seja adotada para garantir as receitas necessárias e que podem ajudar a cumprir nossos objetivos fiscais”.
“Não é o plano A, o plano A é o que está sendo votado no Parlamento, mas temos os planos A, B, C e D. Existem possibilidades de outras medidas caso haja necessidade”, afirmou.
Ao afirmar que o governo tem novas medidas de combate a distorções, Mello disse que será dada ênfase à reforma do Imposto de Renda, que deverá dialogar com as regras de tributação sobre a folha salarial de empresas.
Na avaliação do secretário, a inflação fechará o ano em cerca de 4,6%, abaixo do teto de 4,75% estipulado para 2023. Nesse cenário, disse esperar que o Banco Central continue com a flexibilização monetária em suas próximas reuniões de decisão da taxa básica de juros.
Mello enfatizou que a baixa da inflação acaba reduzindo a arrecadação nominal do governo, algo que também é gerado pelo patamar mais baixo do dólar. Segundo ele, porém, a equipe econômica já começa a perceber uma elevação em suas receitas e prevê um desempenho melhor no próximo ano.
Do lado das despesas, o secretário afirmou que o governo precisará debater o tema da indexação de gastos de saúde e educação, buscando um modelo que seja mais estável e contracíclico, ponderando que “ninguém aqui defende desfinanciar” essas áreas.
No fórum, Mello afirmou que 2023 tem sido um ano "bastante positivo" para a economia, com mercado de trabalho resiliente, crescimento acima das expectativas e inflação em baixa.
Para o ano que vem, ele previu que o crescimento será um pouco menor do que o de 2023, ponderando que a distribuição de ganhos entre os setores deverá ser mais equilibrada, também com um recuo maior da inflação.
O governo deve apresentar nos próximos dias suas novas projeções para indicadores econômicos. Em setembro, a Fazenda previa uma alta de 3,2% no PIB de 2023 e um crescimento de 2,3% em 2024.
(Por Bernardo Caram)
0 comentário
Dólar fecha em alta no Brasil com cautela externa
Ibovespa fracassa em reação e amplia sequência negativa em agosto
Dólar sobe no Brasil com tensões no Oriente Médio
Número de travessias pelo Estreito de Ormuz aumentou ligeiramente em relação ao fim de semana, mostram dados
Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que EUA cumpram condições do acordo provisório, diz Irã
Jovem Pan: Daniella Marques diz que apoio de Motta a Lula levou Republicanos a vetá-la como vice de Flávio