BCE não tem data definida para cortar juros, diz De Guindos
![]()
MADRI (Reuters) - O Banco Central Europeu não tem data definida para cortar as taxas de juros e as expectativas de uma redução em junho do ano que vem são apenas apostas do mercado que podem facilmente se mostrar incorretas, disse o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, nesta sexta-feira.
"A inflação vai continuar caindo, tanto o núcleo da inflação quanto a inflação geral. Os mercados estão descontando, e os mercados também podem estar errados, eles se baseiam em uma série de hipóteses que, às vezes, não se concretizam, de que começaremos a reduzir as taxas em junho de 2024. É uma aposta, que pode estar certa e pode não estar certa", disse ele à estação de rádio Cadena Cope.
"Isso dependerá de muitos fatores, dependerá dos dados", disse ele.
O BCE elevou sua principal taxa de juros na quinta-feira para um recorde de 4% e sinalizou que seu mais recente aumento provavelmente foi o último, já que a economia da zona do euro está desacelerando depois de um aperto monetário de mais de um ano para reduzir a inflação.
"O que estou dizendo é que, com esse último aumento que realizamos ontem, se o nível das taxas de juros for mantido ao longo do tempo, acreditamos que pode ser suficiente para que a inflação convirja efetivamente para o nosso objetivo de 2%", acrescentou.
(Por Jesús Aguado)
0 comentário
BC vende total de US$1 bilhão em dois leilões de linha para rolagem
Minério de ferro tem perda semanal com aumento da oferta e preocupações sobre demanda
Paquistão busca avanços nas negociações de paz entre EUA e Irã
Ações da China se recuperam mas caem pela segunda semana; mercado de Hong Kong sobe
Governo ampliará bloqueio de despesas de ministérios, diz Durigan
Índices de Wall Street encerram em leve alta, com investidores se concentrando nas esperanças de paz no Oriente Médio