Dólar à vista fica estável em meio a movimentos técnicos no Brasil
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar à vista voltou a fechar estável ante o real nesta segunda-feira, em meio a movimentos técnicos de compra e venda de moeda em níveis específicos, enquanto no exterior a divisa norte-americana demonstrou volatilidade ao longo da sessão.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8755 reais na venda, com leve variação positiva de 0,01%. Na sexta-feira, a moeda já havia variado apenas 0,09% em baixa.
Na B3, às 17:27 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento operava estável, a 4,8790 reais.
No início da sessão, às 9h06, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 4,8640 reais (-0,23%), com investidores reagindo ao anúncio de estímulos econômicos na China.
O país asiático reduziu pela metade um imposto sobre as negociações de ações, numa tentativa de impulsionar o mercado de capitais.
Como a China é um dos maiores compradores de commodities do mundo, o anúncio de estímulos tende a favorecer as divisas de países exportadores de commodities, como o real. Mas com o dólar em patamares mais baixos, apareceram compradores no mercado brasileiro.
“Depois que o dólar ficou barato, apareceu importador comprando e tesourarias (de instituições financeiras) recompondo posições (compradas) no mercado futuro”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.
Essas operações fizeram o dólar migrar para o território positivo pela manhã e marcar a máxima de 4,9130 reais (+0,78%) durante a tarde, às 14h28.
“Quando bateu 4,91 (reais), foi a vez do exportador vender bem”, disse Rugik.
Estes movimentos técnicos acabaram por fazer o dólar fechar estável, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentava, no fim da tarde, leves perdas ante divisas fortes e sinais mistos ante as demais moedas, em meio às dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve na política monetária.
Em geral, o mercado continuava repercutindo a fala da semana passada do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio anual de Jackson Hole, em que disse que o banco central pode precisar elevar ainda mais os juros para garantir que a inflação seja contida. Na ocasião, ele também citou os progressos alcançados até agora e os riscos decorrentes da força surpreendente da economia dos EUA.
Às 17:27 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,15%, a 104,010.
Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de outubro.
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