Banco dos Brics emite os primeiros títulos em rands da África do Sul
Por Rachel Savage
JOHANESBURGO (Reuters) - O banco de desenvolvimento fundado pelos países do Brics encerrou o leilão de seus primeiros títulos em rands sul-africanos nesta terça-feira, no momento em que está sob pressão para aumentar a captação de recursos e empréstimos em moeda local.
Os dois títulos do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) --um de cinco anos no valor de 1 bilhão de rands (52,3 milhões de dólares) e outro de três anos a 500 milhões de rands -- atraíram 2,67 bilhões de rands de lances no total, de acordo com os resultados do leilão compartilhados por dois investidores com a Reuters.
O ministro das Finanças da África do Sul disse que o NDB, que foi fundado para dar aos membros do Brics -- Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -- mais controle sobre o financiamento do desenvolvimento, não estava concedendo empréstimos em moeda local o suficiente. A declaração foi dada em entrevista à Reuters antes de a cúpula do Brics em Johanesburgo na próxima semana.
O NDB não respondeu a um pedido de comentário sobre o leilão de títulos.
A diretora financeira Leslie Maasdorp disse à Reuters em uma entrevista recente que o banco pretende aumentar os empréstimos em moeda local, a maioria até agora em iuan chinês, de cerca de 22% para 30% até 2026, mas que havia limites para desdolarização.
O mercado de títulos sul-africano tem enfrentado dificuldades nos últimos anos para atrair novos emissores para atender à crescente demanda de investidores domésticos em busca de ativos de crédito de qualidade.
0 comentário
Marinha do Irã afirma ter “controle total” sobre Estreito de Ormuz
Ibovespa amplia série de altas com ajuda da Petrobras, apesar de Warsh
Trump promete medida para acabar com "monopólio nocivo" no setor de processamento de alimentos
Irã apela a países que não apliquem novas sanções dos EUA; mediadores se concentram na reabertura de Ormuz
BC avalia travas para conter endividamento das famílias antes de teto para comprometimento da renda
Brasil abre menos vagas formais de trabalho do que o esperado em julho, com menor saldo mensal do ano