Governo central tem déficit primário de R$45,2 bi em junho, pior que o esperado
BRASÍLIA (Reuters) - O governo central registrou déficit primário de 45,223 bilhões de reais em junho, ante um saldo positivo de 14,588 bilhões de reais no mesmo mês do ano passado, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, diante de um recuo significativo nas receitas, mas também uma alta nos gastos. O déficit do governo central, que compreende o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, no mês veio ligeiramente pior do que o rombo de 44,084 bilhões de reais projetado por analistas em pesquisa da Reuters.O resultado do mês passado foi o terceiro pior para o mês da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997, melhor apenas que os rombos no mesmo período em 2020 (243,7 bilhões de reais) e 2021 (84,8 bilhões de reais).
As receitas líquidas, já descontados os repasses a Estados e municípios, tiveram uma queda real de 26,1% sobre junho do ano passado, para 145,3 bilhões de reais. Houve redução nos ganhos com Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido, além de forte recuo nas receitas de concessões de dividendos.
Já as despesas totais aumentaram 4,9%, para 190,6 bilhões de reais, sob o impacto principalmente do aumento dos gastos com benefícios previdenciários, abono salarial e seguro desemprego.
No ano, as contas federais estão agora deficitárias em 42,509 bilhões de reais. Em 12 meses até junho, o saldo é negativo em 41,5 bilhões de reais. Em dados corrigidos pela inflação, o déficit corresponde a 0,41% do PIB.
(Por Bernardo Caram)
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