FMI vê contração de 2,5% na Argentina em 2023 sob impacto de forte seca
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Por David Lawder
WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta terça-feira que agora projeta que a economia da Argentina contrairá 2,5% em 2023, com uma taxa de inflação de cerca de 120% no final do ano, em grande parte devido a uma seca severa que reduziu a produção agrícola do país.
"A Argentina enfrenta uma situação muito difícil, particularmente agravada pela seca, a seca agrícola que vem sofrendo no último ano", disse o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, em coletiva de imprensa.
A nova previsão para a Argentina, um rebaixamento acentuado em relação à projeção de abril de crescimento de 0,2% em 2023, contrasta fortemente com uma perspectiva ligeiramente melhorada para o crescimento global de acordo com as novas projeções do relatório Perspectiva Econômica Global do FMI.
Gourinchas se recusou a comentar como as previsões podem afetar as negociações com a Argentina sobre seu programa de empréstimos com o FMI de 44 bilhões de dólares. O Fundo disse no domingo que a base de um acordo pode ser alcançada nos próximos dias, enquanto o governo do país divulgou medidas fiscais e cambiais que efetivamente desvalorizariam o peso argentino.
O vice-diretor de pesquisa do FMI, Petya Koeva-Brooks, disse que a projeção de inflação de 120% exigiria alguma moderação das pressões de preço e a implementação de políticas macroeconômicas acordadas entre o FMI e a Argentina.
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