Contraofensiva da Ucrânia está longe de ser um fracasso, diz general dos EUA
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Por Idrees Ali e Phil Stewart
WASHINGTON (Reuters) - A contraofensiva da Ucrânia contra a Rússia está longe de ser um fracasso, mas a luta adiante será longa e sangrenta, disse o principal general dos Estados Unidos nesta terça-feira, mesmo com baixas em ambos os lados e as linhas de frente se movendo de forma apenas gradual.
Os Estados Unidos e outros aliados passaram meses construindo para a Ucrânia uma "montanha de aço" de armamento e treinando forças ucranianas em técnicas de armas combinadas, para ajudar Kiev a perfurar as defesas russas durante a contraofensiva.
Questionado se a contraofensiva foi um fracasso, pelo menos até agora, o general Mark Milley, chefe do Estado Maior Conjunto, disse: "Está longe de ser um fracasso. Acho que é muito cedo para fazer esse tipo de avaliação".
"Acho que ainda há muita luta pela frente e vou continuar com o que dissemos antes: isso vai ser longo. Vai ser difícil. Vai ser sangrento", acrescentou Milley aos repórteres.
Desde que a Ucrânia iniciou sua contraofensiva no mês passado, Kiev recapturou algumas aldeias no sul e o território ao redor da cidade arruinada de Bakhmut, no leste, mas ainda não tentou um grande avanço nas linhas russas fortemente defendidas.
Kiev diz que está avançando deliberadamente devagar para evitar muitas baixas em linhas defensivas fortificadas repletas de minas terrestres, e está focada por enquanto em degradar a logística e o comando da Rússia. Moscou diz que a contraofensiva ucraniana falhou.
Seis semanas depois que a Ucrânia lançou uma contraofensiva no leste e no sul, a Rússia está montando uma ofensiva terrestre própria no nordeste.
A Rússia também passou meses cavando posições defensivas, cercando-as com minas terrestres e construindo fortificações fortemente armadas que tornaram lentos e sangrentos os avanços ucranianos no leste e no sul.
(Reportagem de Phil Stewart, Idrees Ali e Doina Chiacu)
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