Fazenda estima uso de R$7,5 bi com garantias ao Desenrola, diz Haddad
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Por Bernardo Caram e Victor Borges
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o governo prevê desembolsar 7,5 bilhões de reais em recursos do Tesouro Nacional para dar garantia às renegociações de dívidas do programa Desenrola.
Em entrevista coletiva no ministério, Haddad explicou que, caso esse seja o valor usado no programa, que tem início nesta segunda-feira, o volume de dívidas renegociadas pode chegar a quatro vezes esse montante liberado em garantias.
O aval com recursos do governo será aplicado apenas às renegociações feitas na segunda fase do programa, prevista para ser iniciada em setembro. Nela, serão sanados débitos de até 5.000 reais de pessoas com renda de até dois salários mínimos.
NUBANK
Na entrevista, Haddad afirmou que entre as maiores instituições financeiras do país, ainda não há certeza sobre a participação do Nubank no programa.
"Tem um banco só que estava em dúvida se aderia ou não porque tem pouca vantagem no crédito presumido", disse, destacando se tratar do Nubank.
Na primeira etapa do programa, os bancos farão propostas de renegociação diretamente a clientes com renda mensal de até 20 mil reais, sem limite de valor para as dívidas.
Nesse caso, não há uso de garantia do governo, mas os bancos participantes poderão antecipar créditos tributários a partir das renegociações.
De acordo com o ministro, o potencial de crédito a ser antecipado é de 50 bilhões de reais, montante que seria liberado no balanço dos bancos para que eles façam mais operações de crédito.
Ainda na primeira etapa do Desenrola, cerca de 1,5 milhão de pessoas com débitos bancários de até 100 reais continuarão a ter a dívida, mas deixarão de ter o nome negativado. Segundo Haddad, esse número subirá para 2,5 milhões de pessoas se o Nubank aderir ao programa.
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