Indicador antecedente de emprego no Brasil tem pico de oito meses em junho
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SÃO PAULO (Reuters) - O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil subiu em junho e atingiu o maior nível em oito meses, mas ainda sugere cautela, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 2,2 pontos em junho e foi a 76,8 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (79,8 pontos).
"A alta de junho do IAEmp compensa as quedas dos últimos dois meses, mas não se afasta muito do patamar de 75 pontos que vem oscilando desde a virada para 2023. Esse resultado sugere que ainda existe cautela sobre o retorno a uma trajetória mais favorável do mercado de trabalho nos próximos meses, mas pode ser um primeiro sinal positivo", disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre.
Tobler destacou ainda que, para os próximos meses,
notícias favoráveis do ambiente macroeconômico serão fator fundamental para geração de empregos,
Os componentes do IAEmp mostram que o destaque para a alta do IAEmp foi o indicador de Situação Atual dos Negócios de Serviços, que contribuiu com 0,7 ponto. Os indicadores de Emprego Previsto e de Tendência dos Negócios da Indústria contribuíram com 0,5 ponto.
O único componente que pesou de forma negativa sobre o índice foi o indicador de Situação Atual dos Negócios da Indústria, com -0,1 ponto.
(Por Camila Moreira)
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