Preços do aço sobem com cortes na produção no maior centro siderúrgico da China
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PEQUIM (Reuters) - Os preços futuros do aço ampliaram os ganhos nesta terça-feira, sustentados pelas restrições de produção persistentes no maior centro siderúrgico da China, Tangshan.
Na Bolsa de Futuros de Xangai, a referência do vergalhão saltou 0,78%, a bobina laminada a quente subiu 0,89% e o fio-máquina ganhou 0,45%, enquanto o aço inoxidável ficou praticamente estável nas negociações diurnas.
O governo municipal de Tangshan, no norte da China, pediu a 11 siderúrgicas da classe A que tomassem a iniciativa de cortar a produção, enquanto as usinas classificadas como classe B e abaixo precisam suspender 50% de seus equipamentos de sinterização de 1 a 31 de julho, disseram analistas da consultoria Mysteel em nota na segunda-feira.
As usinas locais cortaram sua produção de sinterização entre 30% e 50%, e os atuais estoques de minério sinterizado podem sustentar a produção normal por cerca de 8 a 20 dias, afirmaram analistas da Mysteel nesta terça-feira, acrescentando que as operações dos altos-fornos não são afetadas no momento.
Também dá suporte ao mercado siderúrgico a expectativa de oferta reduzida depois que algumas siderúrgicas chinesas anunciaram planos de manutenção de alto-forno em julho.
Os preços mais altos do aço forneceram algum suporte ao minério de ferro, cujos fundamentos estão mais fortes do que os de outros ingredientes siderúrgicos, disseram analistas.
A resiliência das cotações do minério de ferro decorre dos baixos estoques nos portos e usinas e do alto nível restante da produção de gusa, de acordo com analistas.
O minério de ferro de referência para agosto na Bolsa de Cingapura subiu 0,5%, para 108,95 dólares a tonelada métrica.
O minério de ferro mais negociado em setembro na Dalian Commodity Exchange (DCE) terminou o pregão diurno pouco alterado, em 821 iuanes (113,86 dólares) a tonelada.
(Reportagem de Amy Lv e Dominique Patton em Pequim)
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