Estados decidem unificar em 17% ICMS para compras em sites estrangeiros de varejo
![]()
Por Bernardo Caram
BRASÍLIA (Reuters) - Os Estados decidiram unificar em 17% a alíquota do ICMS que incide sobre compras feitas em sites estrangeiros de varejo, informou o diretor institucional do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz), André Horta, ressaltando que o percentual equivale à menor alíquota vigente hoje entre as unidades federativas.
O acordo foi feito em reunião do Comsefaz na terça-feira, mas não há prazo para que a decisão seja formalizada e colocada em prática. Para isso, um convênio precisará ser aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto por representantes dos Estados e do Ministério da Fazenda.
Segundo Horta, a Fazenda já foi comunicada sobre a decisão e, apesar de não haver data para a deliberação, a nova regra deve ser formalizada em breve.
Com a medida, os Estados buscam fazer parte da ofensiva do governo para fechar o cerco a sites estrangeiros de varejo. A Fazenda pretende lançar um plano de conformidade no qual essas companhias teriam liberação facilitada das mercadorias ao se comprometerem a recolher antecipadamente os tributos devidos sobre cada produto.
“Com uma mercadoria comprada sem nota o Estado não tem como agir na segurança, na saúde pública, prejudica o mercado nacional. Tem muitas perspectivas de ganho, claro que é interesse nosso que seja efetivado o quanto antes”, disse.
De acordo com o diretor do Comsefaz, atualmente cada Estado tem sua própria tarifa de ICMS para essas operações, com alíquotas que variam entre 17% e 25%. Com a opção pelo patamar mais baixo, a medida poderá entrar em vigor imediatamente.
A Fazenda chegou a anunciar que iria extinguir a isenção de imposto sobre encomendas de até 50 dólares enviadas do exterior ao Brasil, sob o argumento de que a regra vale apenas para envios entre pessoas físicas, mas é usada por empresas como subterfúgio para não pagar impostos.
Diante de forte reação negativa e pressão política, a pasta desistiu da ideia, passando a elaborar o plano de conformidade e prometendo intensificar a fiscalização. O plano segue em elaboração e ainda não foi anunciado.
Também é possível que o governo mude a alíquota do Imposto de Importação que incide sobre esses produtos. Atualmente, a cobrança é de 60% do valor da mercadoria.
0 comentário
Brasil ameaça retaliar UE se negociações sobre embargo a carnes não avançarem
Ibovespa pausa sequência de altas com realização de lucros após rondar 189 mil pontos
CNN: Gilmar defende saída de delegados da PF que atuam em gabinetes do STF
Ibovespa fecha quase estável com realização de lucros após encostar em 189 mil pontos
Câmara aprova MP que zera "taxa das blusinhas"
BC e BCE estudam integração entre Pix e sistema de pagamento instantâneo europeu, dizem fontes