Inflação do Reino Unido cai menos do que o esperado e aumenta pressão sobre BC britânico
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Por Andy Bruce e William Schomberg
LONDRES (Reuters) - A taxa de inflação do Reino Unido caiu menos do que o esperado no mês passado e uma medida observada de perto do núcleo dos preços subiu para uma máxima em 31 anos, de acordo com dados oficiais que elevaram as chances de mais altas na taxa de juros.
Os preços ao consumidor subiram 8,7% em termos anuais em abril, abaixo dos 10,1% de março, mas ainda deixando o Reino Unido com a maior taxa de inflação entre as economias avançadas do Grupo dos Sete, ao lado da Itália.
Na Europa Ocidental, apenas a Áustria teve uma taxa mais elevada.
Economistas consultados pela Reuters previam que a inflação anual cairia para 8,2% em abril, afastando-se ainda mais do pico em 41 anos de 11,1% atingido em outubro.
Mais cedo neste mês, o Banco da Inglaterra previu uma inflação de 8,4% para abril.
Os preços dos títulos do governo britânico caíam na esteira dos dados, com os investidores apostando que o banco central será forçado a aumentar os juros repetidamente até o final do ano.
"Com a inflação se mostrando mais persistente do que o banco central esperava, agora parece quase certo que ele aumentará a taxa de juros de 4,50% para 4,75% em junho e talvez um pouco mais nos meses seguintes", disse Paul Dales, economista-chefe da Capital Economics para o Reino Unido.
Duas medidas de alta do núcleo dos preços que são observadas de perto pelo Banco da Inglaterra --o núcleo excluindo os custos de energia, alimentos e tabaco e a taxa de aumento de preços no setor de serviços-- atingiram suas taxas mais altas desde março de 1992.
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