Mesmo com ministérios, União Brasil apoia menos urgência de arcabouço fiscal que o PP
![]()
Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - Mesmo com três ministérios no governo Lula, a bancada do União Brasil entregou nesta quarta-feira durante a votação do pedido de regime de urgência para o novo arcabouço fiscal no plenário da Câmara dos Deputados um apoio menor do que o de siglas independentes e sem espaço na Esplanada como o PP e o Republicanos.
Dados do mapa de votação mostram que o partido garantiu 43 votos favoráveis do requerimento, 11 contrários, além de ter havido uma abstenção e outros quatro deputados que não votaram. Ao todo, a taxa de apoio foi de 72,8% da bancada do União.
O União Brasil detém os ministérios das Comunicações e do Turismo, comandados pelos deputados federais licenciados Juscelino Filho (União-MA) e Daniela Carneiro (União-RJ), além da pasta da Integração Nacional com o ex-governador do Amapá Waldez de Góes, indicado pelo ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP).
Apesar da compor a Esplanada, o partido se diz independente e é uma das incógnitas para o governo na hora de contabilizar quantos apoios de fato tem na Câmara.
Outro ponto de atenção para a base são as clivagens ideológicas, com integrantes do PT e o PSOL criticando as restrições de gasto público da proposta. Nesta quarta-feira, toda a bancada do PT acabou votando a favor da urgência da análise (com duas ausências), após a cobrança nos bastidores do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o PSOL deu 11 de seus 12 votos contra -- um parlamentar se absteve.
No total, o parecer do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), a partir do projeto encaminhado pelo governo, obteve 78% de apoio entre os deputados votantes. Dos 471 votantes na sessão de quarta (o presidente da Câmara, Arthur Lira, não vota), a proposta obteve 367 votos favoráveis, 102 contrários e uma abstenção.
A votação do mérito da proposta está prevista para a próxima quarta-feira, mas há quem defenda antecipá-la ante o expressivo resultado da votação da urgência.
A bancada do PP de Lira e de Cajado e o Republicanos --legendas que não têm ministérios -- deram, respectivamente, 80% de apoio (38 votos a favor em 47 votantes) e 97,5% dos votos (40 dos 41 votos).
Uma fonte ligada ao presidente da Câmara disse que o mapa de votação mostra que o União Brasil é uma "encrenca" e que o melhor seria o governo investir no apoio do PP.
Uma fonte da bancada do PT, por sua vez, afirmou que o placar do requerimento indica um bom sinal por conta dos 110 votos a mais do que o quórum mínimo necessário para a votação do mérito -- um projeto de lei complementar, como a nova regra fiscal, precisa do apoio de pelo menos 257 deputados. Destacou que basicamente votos contrários foram do PL (59 contrários), PSOL e, em tom de ironia, citou a atuação do "Desunião".
0 comentário
Fachin dá cinco dias para Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei se manifestarem sobre caso Master
Ações da China encerram semana em baixa com perda de força da alta por IA
Crescimento do emprego nos EUA deve se recuperar em agosto; taxa de desemprego deve permanecer em 4,1%
Durigan sugere debate sobre integração de benefícios sociais
Brasil ameaça retaliar UE se negociações sobre embargo a carnes não avançarem
Ibovespa pausa sequência de altas com realização de lucros após rondar 189 mil pontos