Inflação alta ainda é o principal temor para economia global, dizem economistas
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Por Hari Kishan
BENGALURU (Reuters) - A inflação persistentemente alta continua sendo a maior preocupação econômica neste ano, mesmo com a maioria dos bancos centrais chegando ao fim da série de altas de juros, de acordo com pesquisas da Reuters com economistas que também atualizaram suas previsões de crescimento para 2023 em relação a três meses atrás.
Com o desempenho da economia global melhor do que o esperado até agora neste ano, a maioria das principais economias deve escapar de uma recessão total ou superficial, sugerindo que as autoridades têm seu trabalho reduzido para controlar a inflação.
As previsões medianas para a maioria das 45 economias cobertas foram atualizadas em relação à pesquisa de janeiro. A pesquisa estimou o crescimento global em 2,5% no ano, acima dos 2,1% esperados três meses atrás, mas abaixo da visão de 2,8% do Fundo Monetário Internacional.
Os economistas também atualizaram suas perspectivas de inflação. As previsões medianas foram elevadas para mais de dois terços das 45 economias pesquisadas e os economistas disseram que estão se preparando para que a inflação supere suas previsões, e não as subestime.
Mais de três quartos dos economistas, 207 de 268, que responderam a uma pergunta adicional, disseram que o maior risco para sua visão de inflação em 2023 é que ela seja maior do que o esperado. Apenas 61 disseram que poderia ser menor do que o previsto.
O Fed deve realizar uma alta final de 25 pontos-base nos juros em maio e depois mantê-los estáveis pelo resto de 2023, mostrou a última pesquisa da Reuters.
O Banco Central Europeu (BCE) deve elevar sua taxa de depósito em um valor semelhante na próxima semana e novamente em junho, e o Banco da Inglaterra também deve aumentar sua taxa em maio.
Quando questionados sobre qual é o maior risco para a economia global no curto prazo, uma pequena maioria dos economistas, 94 de 176, escolheu a inflação persistentemente alta. Os 82 restantes selecionaram a turbulência financeira.
A economia norte-americana deve crescer 1,1% e 0,8% neste ano e em 2024, respectivamente. O crescimento econômico na China deve subir para 5,4% este ano, ante 3,0% no ano passado.
(Reportagem de Hari Kishan e Aditi Verma)
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