Crítico de Putin é condenado a 25 anos de prisão por traição
![]()
Por Andrew Osborn
MOSCOU (Reuters) - O crítico do Kremlin Vladimir Kara-Murza foi condenado a 25 anos de prisão por um tribunal de Moscou nesta segunda-feira, a sentença mais severa desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, depois de ser considerado culpado de traição e outros crimes que ele nega ter cometido.
Kara-Murza, de 41 anos, pai de três filhos e um político da oposição que possui passaportes russo e britânico, passou anos se manifestando contra o presidente Vladimir Putin e pressionou governos ocidentais a impor sanções à Rússia e a russos individualmente por supostas violações de direitos humanos.
Os promotores, que pediram uma pena de 25 anos, o acusaram de traição, entre outros crimes, e de desacreditar os militares russos depois de espalhar "informações sabidamente falsas" sobre sua conduta no que Moscou chama de "operação militar especial" na Ucrânia.
Em uma entrevista à CNN transmitida horas antes de sua prisão, Kara-Murza, cuja casa familiar fica em Washington, alegou que a Rússia é governada por um "regime de assassinos". Ele também usou discursos nos Estados Unidos e na Europa para acusar a Rússia de bombardear civis na Ucrânia, uma acusação que Moscou rejeita.
Depois de ouvir que foi condenado a passar os próximos 25 anos em uma colônia penal de segurança máxima, Kara-Murza disse que "a Rússia será livre", um conhecido slogan da oposição.
Ele também sorriu e -- segundo uma de suas advogadas, Maria Eismont -- afirmou que considerava a dura sentença um reconhecimento por seu efetivo trabalho como político de oposição.
Em seu discurso final ao tribunal na semana passada, Kara-Murza comparou seu julgamento, realizado a portas fechadas, aos julgamentos espetaculares de Josef Stalin na década de 1930. Ele se recusou a pedir ao tribunal que o absolvesse, dizendo que estava orgulhoso de tudo o que havia dito.
O Kremlin, quando questionado sobre o veredicto, disse que não comenta as decisões do tribunal.
0 comentário
BC corta Selic em 0,25 ponto, a 14,25%, e deixa próximos passos em aberto
Memorando de entendimento foi oficialmente assinado pelo Irã e pelos EUA, diz mídia iraniana
Ibovespa fecha em queda após Fed sinalizar alta de juros neste ano
Dólar fecha em alta no Brasil após Fed indicar possível alta de juros em 2026
Jovem Pan: Israel volta a atacar o Líbano e ignora as críticas de Trump
Trump diz que “ninguém” atacou escola de meninas no Irã “de propósito”