Kremlin diz que China tem todo direito de realizar exercícios em Taiwan e França não pode mediar sobre Ucrânia
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MOSCOU (Reuters) - O Kremlin disse nesta segunda-feira que a China tem todo o direito de responder ao que ela chamou de repetidas "provocações" contra ela e realizar exercícios militares em torno de Taiwan.
Pequim na segunda-feira realizou o último de três dias de exercícios em torno de Taiwan, incluindo a prática de manobras de bloqueio aéreo e naval da ilha, que a China vê como parte de seu próprio território, algo que o governo de Taiwan contesta fortemente.
Em um telefonema com repórteres, o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov disse que todos deveriam respeitar a China e suas ações que estivessem de acordo com o direito internacional.
"Em um período de tempo muito curto, você e eu testemunhamos ações repetidas que foram provocadoras para a República Popular da China", disse Peskov.
"E, é claro, a China tem o direito soberano de responder a essas ações provocatórias, incluindo a realização de manobras militares em estrita conformidade com o direito internacional."
Peskov também sugeriu que a França, cujo presidente Emmanuel Macron visitou a China para conversações na semana passada, não poderia intermediar uma paz na Ucrânia, já que Paris está "tanto indiretamente quanto diretamente envolvida neste conflito do lado da Ucrânia. Portanto, ainda é difícil imaginar qualquer esforço de mediação aqui".
Durante sua visita à China, Macron pediu ao líder chinês, Xi Jinping, que "trouxesse a Rússia de volta à razão" sobre a Ucrânia.
(Reportagem da Reuters)
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