FMI pede regras para setor financeiro não bancário a fim de evitar turbulência
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(Reuters) - O setor não bancário agora responde por metade dos ativos de todo o sistema financeiro mundial e deve ser regulado com mais rigor para proteger sua estabilidade, disseram economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira.
A divulgação da pesquisa ocorre uma semana antes de o FMI e o Banco Mundial convocarem uma reunião semestral de autoridades de bancos centrais e ministros das Finanças em Washington, em meio às consequências das falências de bancos dos Estados Unidos e da Europa no mês passado.
Nos anos que se seguiram ao colapso de Wall Street em 2008, os governos promoveram o crescimento econômico mantendo os juros baixos e reforçando a supervisão dos bancos tradicionais.
De acordo com o documento do FMI, isso levou trilhões de dólares em ativos financeiros para as mãos de hedge funds, seguradoras, planos de pensão e outros fora do setor bancário que podem fazer investimentos mais arriscados em busca de lucros, mas com menos salvaguardas e escassez de dados disponíveis do tipo necessário para supervisão.
"As autoridades precisam de ferramentas apropriadas para enfrentar a turbulência" entre os intermediários financeiros não bancários, disseram membros do FMI em um post de blog. "Vigilância, regulamentação e supervisão robustas são pré-requisitos essenciais."
Em tempos de inflação alta, um estresse de mercado pode deixar os bancos centrais enfrentando escolhas difíceis entre objetivos contraditórios: por um lado, a necessidade de apertar a política monetária para manter os preços sob controle; enquanto, por outro lado, sentir a pressão para estabilizar instituições ou mercados com injeções de dinheiro, de acordo com o trabalho de pesquisa.
Como resultado, os intermediários financeiros não bancários "precisam ser regulamentados e supervisionados de uma infinidade de ângulos diferentes", afirmou, inclusive com divulgação de dados e requisitos de governança para gerenciar riscos e regras para gerenciamento de capital e liquidez.
Os bancos centrais ainda podem enfrentar crises, mas suas intervenções devem ser temporárias, visando áreas específicas que representam a maior ameaça, fornecendo acesso a empréstimos especiais ou atuando como credores de último recurso sob condições estritas com supervisão rigorosa dos reguladores, disse o documento do FMI.
(Por Douglas Gillison)
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