Construção de moradias e licenças nos EUA se recuperam em fevereiro
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WASHINGTON (Reuters) - A construção de moradias unifamiliares nos Estados Unidos e as licenças para construção futura se recuperaram em fevereiro, oferecendo esperança de que o mercado imobiliário provavelmente esteja se estabilizando depois de ser afetado por taxas de hipoteca mais altas.
O início de construção de moradias unifamiliares, que representam a maior parte da construção de residências, aumentou 1,1%, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 830.000 unidades no mês passado, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira.
Os dados de janeiro foram revisados para mostrar queda a uma taxa de 821.000 unidades, em vez do ritmo de 841.000 unidades relatado anteriormente.
O mercado imobiliário tem sido sufocado pelo mais agressivo ciclo de aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve desde a década de 1980 para domar a inflação. Mas o pior da desaceleração do mercado imobiliário pode ter passado.
Uma pesquisa na quarta-feira mostrou que o Índice do Mercado Imobiliário da Associação Nacional de Construtores/Wells Fargo aumentou pelo terceiro mês consecutivo em março, embora a confiança dos construtores permaneça deprimida.
As taxas de hipoteca, que haviam retomado a tendência de alta, podem começar a cair, já que os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caíram drasticamente depois que o recente colapso de dois bancos regionais provocou temores de contágio no setor bancário. Alguns economistas acreditam que a instabilidade do mercado financeiro pode tornar mais difícil para o Fed continuar elevando os juros na próxima semana.
Os lançamentos de empreendimentos habitacionais com cinco unidades ou mais dispararam 24,1%, para uma taxa de 608.000 unidades, o nível mais alto desde abril passado. A construção de habitações multifamiliares continua a ser sustentada pela procura para aluguel.
Com o aumento da construção de residências unifamiliares e multifamiliares, o início geral de construção de moradias aumentou 9,8%, para uma taxa de 1,450 milhão de unidades no mês passado, o nível mais alto desde setembro.
Economistas consultados pela Reuters projetavam alta para uma taxa de 1,310 milhão de unidades em fevereiro. Na comparação anual houve queda de 18,4% em fevereiro.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
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