Reguladores chineses pedem que corretoras suspendam negócios de feed de dados, dizem fontes
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XANGAI (Reuters) - As corretoras financeiras chinesas estão se preparando para suspender seus negócios de feed de dados nos próximos dias, após serem instruídas a fazê-lo pelos reguladores chineses, nesta terça-feira, devido a preocupações com a segurança dos dados, disseram fontes familiarizadas com o assunto à Reuters.
As corretoras, que incluem as joint ventures locais da Tullett Prebon e da NEX International, atualmente fornecem cotações de preços para fornecedores de dados como Wind Information e Sumscope Information, e a mudança pode desacelerar as negociações nos mercados monetário e de títulos do país.
A medida ocorre depois que a China anunciou planos para formar uma agência nacional para gerenciar seus dados, bem como um novo órgão regulador que consolida a supervisão do setor financeiro.
Cinco fontes disseram que as corretoras foram instruídas pelos reguladores a suspender o negócio de feed de dados devido a preocupações com a segurança das informações. Uma sexta fonte disse que os reguladores disseram aos corretores financeiros que conduzir operações de alimentação de dados estava além do escopo de seus negócios licenciados.
Cinco das seis corretoras de dinheiro da China, que também incluem as joint ventures da BGC Partners, Central Tanshi e Compagnie Financiere Tradition, receberam o aviso dos reguladores, segundo fontes.
Não ficou claro se a sexta corretora, Ueda Yagi Money Broking (China), também recebeu a instrução.
Nem os corretores nem a Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, responderam imediatamente a pedidos de comentários.
A proibição forçará os corretores a receber cotações de preços por meio de ferramentas de mídia social, como QQ e WeChat, em vez de terminais financeiros populares, podendo afetar a eficiência da negociação e prejudicar a rotatividade.
"Não fizemos muitas negociações esta tarde. Todas as mãos estavam participando de grupos de bate-papo privados", disse um operador que pediu para não ser identificado. "Parece que estamos todos voltando a 10 anos atrás, quando a negociação era muito manual."
(Reportagem da redação de Xangai)
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