Chanceler alemão pede que China não arme Rússia; EUA avaliam sanções
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Por Miranda Murray e Matthias Williams
BERLIM (Reuters) - O chanceler alemão, Olaf Scholz, fez um alerta nesta quinta-feira para que a China não envie armas para ajudar a guerra da Rússia na Ucrânia e pediu a Pequim que, em vez disso, exerça pressão sobre Moscou para retirar suas tropas.
Em um discurso ao Parlamento alemão, Scholz afirmou que era decepcionante a abstenção da China de condenar a invasão russa, embora ele tenha saudado os esforços para reduzir a escala nuclear.
A China negou qualquer intenção de armar a Rússia e um de seus diplomatas disse à Organização das Nações Unidas (ONU) em 23 de fevereiro que "enviar armas não trará paz", mas adicionará "combustível ao fogo".
As afirmações de Scholz ressaltaram como a resposta internacional à guerra na Ucrânia destacou as divisões globais, com China e Índia evitando condenar a invasão russa ou se juntar ao Ocidente na imposição de sanções.
As divisões também se manifestaram em uma série de reuniões do G20 na Índia que culminaram em discussões sobre a guerra. A Alemanha disse que planeja combater a "propaganda" russa nas negociações desta semana, enquanto a Rússia acusou nesta quinta-feira os países ocidentais de transformar o evento em uma "farsa".
Os Estados Unidos estão sondando aliados próximos sobre a possibilidade de impor novas sanções à China se Pequim fornecer apoio militar à Rússia para a guerra na Ucrânia, disseram fontes à Reuters nesta semana.
"Minha mensagem para Pequim é clara: use sua influência em Moscou para pedir a retirada das tropas russas", disse Scholz, sob aplausos efusivos dos parlamentares. "E não entregue nenhuma arma à agressora Rússia."
As consultas dos EUA sobre sanções, que ainda estão em estágio preliminar, visam angariar apoio de vários países, especialmente os do Grupo dos Sete (G7), para coordenar o apoio a possíveis restrições.
Não ficou claro quais sanções específicas Washington irá propor.
Espera-se que o papel da China na guerra Rússia-Ucrânia esteja entre os tópicos discutidos quando o presidente dos EUA, Joe Biden, se encontrar com Scholz na Casa Branca na sexta-feira.
A mensagem contundente de Scholz a Pequim ocorre em um momento de tensões elevadas entre os EUA e a China e enquanto a Alemanha também está reavaliando que tipo de relacionamento deseja com a China, até então um mercado de exportação vital para produtos alemães.
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