Fed deve seguir com política monetária mais rígida após dados desafiarem "desinflação"
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Por Howard Schneider e Ann Saphir
NOVA YORK/SÃO FRANCISCO (Reuters) - Expectativas de que o Federal Reserve (Fed) precisará aumentar a taxa de juros e mantê-la em patamares altos por mais tempo do que havia projetado anteriormente cresceram nesta sexta-feira, depois que dados mostraram uma aceleração em um importante indicador de inflação em janeiro.
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira que o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), a métrica pela qual o Fed mede sua meta de inflação de 2%, acelerou para 5,4% em janeiro na base anual, ante 5,3%, valor revisado para cima, em dezembro. O "núcleo" subjacente da inflação subiu a um ritmo anualizado de 4,7%, mais rápido do que o esperado, em comparação com 4,6% em dezembro, também revisado para cima.
As revisões de dados anteriores pelo Departamento do Comércio mostraram que a inflação não desacelerou em novembro e dezembro tanto quanto se pensava, e os gastos de janeiro aumentaram mais do que o esperado, mesmo com a alta da taxa de poupança.
Os dados e outras leituras causam dúvidas sobre a avaliação do chair do Fed, Jerome Powell, neste mês, de que o "processo desinflacionário" começou, uma tendência que parecia justificar a decisão do banco central em sua reunião de 31 de janeiro a 1º de fevereiro de entregar apenas um incremento de apenas 0,25 ponto percentual na taxa básica após a sequência de ajustes maiores no ano passado.
Em comentários divulgados após os dados, a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, disse que o banco central deveria, se alguma coisa, errar para cima no ajuste dos juros para controlar a inflação.
Ela sempre teve uma postura um pouco mais agressiva do que a maioria de seus colegas e manteve sua visão desde dezembro de que os juros precisarão ir para 5,4% para serem suficientemente restritivos.
O diretor do Fed Philip Jefferson, que falou na mesma conferência da Booth School of Business da Universidade de Chicago, em Nova York, não forneceu nenhuma estimativa de onde ele achava que os juros precisariam ir. Porém, disse acreditar que o banco central agiu prontamente e com força para lidar com a inflação e que ficará de olho nos dados enquanto calibra a trajetória futura dos juros.
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