Dólar sobe depois de dados fortes dos EUA sinalizarem juros mais altos
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Por Laura Matthews e Harry Robertson
NOVA YORK/LONDRES (Reuters) - O dólar tinha uma valorização modesta nesta quarta-feira frente aos seus pares, enquanto os recentes dados econômicos fortes dos Estados Unidos diminuíam os temores de recessão, mas reforçavam as preocupações de que os aumentos da taxa de juros do Federal Reserve para combater a inflação possam durar mais tempo. Dados de pesquisa divulgados na terça-feira mostraram que a atividade empresarial dos EUA se recuperou inesperadamente em fevereiro e atingiu o nível mais alto em oito meses. O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard disse nesta quarta-feira que o banco central norte-americano precisa colocar a inflação em uma sustentável trajetória para baixo em direção à sua meta de 2% este ano ou arriscar uma repetição da década de 1970, quando os juros tiveram que ser repetidamente elevados.
Ele é a mais recente das autoridades do Fed a sinalizar que custos de empréstimos mais altos provavelmente são necessários para trazer a inflação de volta aos níveis desejados. Operadores de futuros de juros precificam que a taxa básica do Fed vai atingir 5,35% em julho e permanecer acima de 5% durante todo o ano. A faixa da taxa do banco central é de 4,5% a 4,75%, após uma alta acelerada de 0% a 0,25% em março de 2022.
O índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,1% para 104,19, mas abaixo da máxima de 104,34 alcançada mais cedo. A libra caía 0,2%, para 1,2082 por dólar, após devolver grande parte dos ganhos de ontem, enquanto o euro depreciava 0,03%, para 1,0644 por dólar.
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