Barkin diz que riscos de inflação ainda superam outros problemas
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(Reuters) - O Federal Reserve ainda precisa priorizar a contenção da inflação sobre os riscos ao crescimento econômico dos Estados Unidos que sua forte alta nos juros pode causar, mas sua trajetória de política monetária depende dos dados econômicos recebidos, disse o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, nesta terça-feira.
Questionado sobre se ainda é o caso de o banco central norte-americano arriscar fazer pouco em vez de fazer muito, Barkin disse à Bloomberg TV em uma entrevista: "Me parece que o risco está do lado da inflação neste momento ao invés do lado da economia".
A taxa de juros do Fed está atualmente na faixa de 4,50% a 4,75%, enquanto um relatório do governo dos EUA mostrou nesta terça-feira que os preços ao consumidor aceleraram em janeiro, mas a inflação anual continuou diminuindo lentamente.
"É mais ou menos como esperado", disse Barkin sobre o relatório, alertando que levará um tempo para que a inflação volte a cair para perto da meta de 2% do Fed. Pela medida preferida do Fed, a inflação ainda está em uma taxa anual de 5%.
"A inflação está se normalizando, mas está diminuindo lentamente", disse Barkin. "Só acho que vai haver muito mais inércia, muito mais persistência na inflação do que talvez todos nós desejamos".
O banco central dos EUA deve aumentar sua taxa de juros pelo menos duas vezes mais, para a faixa de 5%-5,25%, com os mercados financeiros vendo chances iguais de um novo aumento de 0,25 ponto percentual.
Barkin, que se recusou a oferecer sua própria avaliação de onde os juros atingirão o pico, observou que a trajetória final será ditada por uma série de dados econômicos nos próximos meses, especialmente relatórios mensais de emprego e inflação.
"Se a inflação se acalmar, talvez não iremos tão longe, mas se a inflação persistir em níveis muito acima da nossa meta, talvez tenhamos que fazer mais", disse ele.
(Reportagem de Lindsay Dunsmuir)
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