Ministério da Defesa da Ucrânia passa por turbulência em momento-chave da guerra
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Por Tom Balmforth e Pavel Polityuk
KIEV (Reuters) - A Ucrânia enviou mensagens mistas sobre o destino de seu ministro da Defesa nesta segunda-feira, deixando um posto-chave em seu esforço de guerra em dúvida no momento em que se prepara para uma nova ofensiva russa.
Um dia depois de anunciar que o ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, seria substituído, um importante aliado do presidente Volodymyr Zelenskiy pareceu recuar por enquanto, dizendo que nenhuma mudança de pessoal no setor de defesa seria feita esta semana.
David Arakhamia, chefe do bloco parlamentar do partido de Zelenskiy, havia dito que Reznikov seria nomeado ministro de Indústrias Estratégicas, enquanto o chefe da inteligência militar, Kyrylo Budanov, assumiria o Ministério da Defesa.
Mas Zelenskiy permaneceu em silêncio sobre o assunto, e o próprio Reznikov disse no domingo que não havia sido informado de nenhuma mudança e que rejeitaria o cargo na Indústria Estratégica se fosse oferecido.
A dúvida sobre o destino do ministro ocorre quando as forças russas avançam pela primeira vez em meio ano em batalhas implacáveis no leste. Um governador regional disse que Moscou estava enviando reforços ao leste da Ucrânia para uma nova ofensiva que poderia acontecer já na próxima semana.
Dois parlamentares observaram na segunda-feira que as regras exigem que o ministro da Defesa da Ucrânia seja um civil, o que parece colocar um obstáculo no caminho da nomeação imediata de Budanov, um militar de 37 anos.
A saída de Reznikov, que foi recebido calorosamente nas capitais ocidentais, incluindo Paris na semana passada, seria a mudança de maior destaque no governo ucraniano em uma série de renúncias e demissões nas últimas semanas, algumas das quais se seguiram a escândalos de corrupção.
A Ucrânia tem uma reputação de corrupção de décadas, e Zelenskiy está sob pressão para demonstrar que o país pode ser um administrador confiável de bilhões de dólares em ajuda civil e militar ocidental.
Reznikov, advogado de profissão, não foi publicamente implicado em nenhum escândalo. Mas um de seus vices e vários outros funcionários saíram, e os promotores anunciaram uma investigação sobre as alegações de que um contrato do Ministério da Defesa teria pago a mais por comida para as tropas de forma corrupta.
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