Vendas de moradias usadas nos EUA caem para menor nível desde 2010
![]()
Por Lucia Mutikani
WASHINGTON (Reuters) - As vendas de moradias usadas nos Estados Unidos caíram para o menor nível em 12 anos em dezembro, mas o declínio das taxas de hipotecas aumentou a expectativa de que o mercado pode estar próximo de encontrar um piso.
As vendas de moradias usadas caíram 1,5% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,02 milhões de unidades, o nível mais baixo desde novembro de 2010, disse nesta sexta-feira a Associação Nacional de Corretores de Imóveis.
Isso marcou a 11ª queda mensal consecutiva nas vendas, o maior período desde 1999.
Economistas consultados pela Reuters projetavam queda para uma taxa de 3,96 milhões de unidades.
As revendas de casas, que representam uma grande parcela das vendas de moradias nos EUA, caíram 34,0% em relação ao ano anterior em dezembro.
Elas recuaram 17,8% em 2022, para 5,03 milhões de unidades, o total anual mais baixo desde 2014 e o declínio anual mais acentuado desde 2008.
O ciclo de aumentos da taxa de juros mais rápido pelo Federal Reserve desde os anos 1980 empurrou o setor habitacional para a recessão.
Mas o pior para o mercado imobiliário provavelmente ficou para trás. A taxa de hipoteca fixa de 30 anos recuou para uma média de 6,15% esta semana, o nível mais baixo desde meados de setembro, de acordo com dados da agência de financiamento hipotecário Freddie Mac.
A taxa caiu de 6,33% na semana anterior e de uma média de 7,08% no início do quarto trimestre, que foi a mais alta desde 2002. Ela, entretanto, permanece bem acima da média de 3,56% durante o mesmo período do ano passado.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
0 comentário
Bolsonaro tem prisão domiciliar prorrogada por questões de saúde
Dólar acompanha exterior e cai ante o real em sessão com liquidez menor
Ibovespa avança e fecha acima de 174 mil pontos em pregão com volume reduzido sem Wall St
Taxas de DIs caem no Brasil após dados fracos da indústria em sessão sem os Treasuries
Exportações brasileiras de petróleo, minério de ferro e soja avançam em junho
Governo eleva projeção de superávit comercial do Brasil a US$90 bi em 2026 prevendo exportações mais fortes