Futuro ministro da Justiça muda indicação para diretor-geral da PRF após polêmica
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BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou nesta quarta-feira um novo nome para a diretoria-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o advogado e policial rodoviário Antônio Fernando Oliveira, após polêmicas em torno do nome indicado na véspera para o posto.
Na terça-feira, Dino havia anunciado o secretário de Controle e Transparência do Espírito Santo, Edmar Camata, para comandar a PRF. No entanto, após a indicação foram resgatadas declarações e posicionamentos dele nas redes sociais elogiosos à operação Lava Jato e até mesmo à prisão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Dino disse que decidiu reconsiderar a nomeação por uma questão "puramente política".
"Obviamente preciso de uma equipe que além de unida, tenha todas as condições de levar o seu trabalho adiante. E qualquer que seja o dirigente, a dirigente, que esteja cercado de polêmicas, é claro que é muito difícil, que, numa área sensível, o dirigente consiga se dedicar com a largueza e a profundidade necessárias", disse o futuro ministro a jornalistas.
Oliveira é advogado e, desde 1994, policial rodoviário federal, pós-graduado em Direito Tributário e mestrando em Ciências Jurídicas pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL).
A diretoria-geral da Polícia Rodoviária Federal tem sido cercada de polêmicas. Na terça-feira, o então diretor-geral Silvinei Vasques foi exonerado. Aliado do presidente Jair Bolsonaro, Vasques teve sua atuação questionada sobretudo durante as eleições, quando denúncias apontaram supostas operações da instituição que poderiam estar dificultando o transporte de eleitores no segundo turno de votação.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
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