Atividade econômica inicia 4º tri com leve queda em outubro, indica BC
![]()
Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) - A economia do Brasil iniciou o quarto trimestre com fraqueza em outubro, mostraram dados do Banco Central nesta quarta-feira, indicando acomodação da atividade neste final de ano.
O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) registrou recuo de 0,05% em outubro na comparação com o mês anterior, mostrou o dado dessazonalizado do indicador que é um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,50% e mostra que o indice não registra uma taxa positiva mensal desde julho.
O quarto trimestre deve ser marcado pelos impactos defasados do forte aperto monetário promovido pelo Banco Central para combater a inflação elevada e pela iminência de uma recessão global.
Assim, Luiz Inácio Lula da Silva assume como presidente em janeiro diante de um pano de fundo de esperada desaceleração da economia, com o qual o seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terá de lidar.
O BC ainda piorou o resultado do IBC-Br de setembro para uma estagnação, de um avanço informado antes de 0,05%. Em agosto, o índice teve queda de 1,13%
Na comparação com outubro do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 3,68%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 3,13%, de acordo com números observados.
O Produto Interno Bruto do Brasil perdeu mais força do que o esperado no terceiro trimestre do ano e cresceu 0,4%, segundo dados divulgados pelo IBGE no início do mês.
Mas ainda assim marcou o maior patamar da série histórica, com início em 1996, impulsionado mais uma vez pelo setor de serviços em meio a uma demanda ainda robusta por parte das famílias.
Em outubro, o destaque foi a queda de 0,6% no volume de serviços, interrompendo série de cinco meses de alta e acendendo sinal de alerta.
A produção industrial brasileira crescu 0,3% no mês, mas o resultado não compensou a queda dos dois meses anteriores. O destaque positivo foi o varejo, com aumento das vendas pelo terceiro mês seguido, de 0,4% em outubro.
Neste final de ano, favorecem a economia a melhora do mercado de trabalho e medidas de auxílio do governo adotadas mais cedo. Mas enquanto a política fiscal foi mais expansionista, a monetária busca arrefecer a economia com juros elevados, atualmente em 13,75% ao ano.
O Banco Central ainda vem dando recados ao governo eleito, dizendo que há elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país.
O Ministério da Economia prevê crescimento da atividade econômica neste ano de 2,7%, indo a 2,1% em 2023, enquanto o mercado calcula expansão respectiva de 3,05 e 0,75%.
(Por Camila Moreira)
0 comentário
Rússia critica envio de sistema de mísseis dos EUA à Noruega, vê golpe contra ideia de negociações sobre armas
Omã afirma ter evacuado 16 tripulantes do navio saudita “Sidr”, atacado pelo Irã
Kremlin não descarta retomada das negociações de paz com Ucrânia e EUA
Irã diz que anunciará nova zona restrita no Golfo Pérsico
Dólar fecha em alta ante real após dados de emprego nos EUA
Ibovespa fecha com declínio modesto, mas tem 2ª melhor semana do ano com estrangeiro e cena eleitoral