Assessores da China dizem que recomendarão meta modesta de crescimento para 2023
![]()
Por Kevin Yao
PEQUIM (Reuters) - Assessores do governo chinês disseram que recomendarão em uma reunião anual de autoridades metas modestas de crescimento econômico para o próximo ano, variando de 4,5% a 5,5%, marcando uma retomada da expansão em relação a este ano.
A liderança da China deve priorizar o estímulo em detrimento da reforma na Conferência Central de Trabalho Econômico em dezembro, que traçará o rumo para a segunda maior economia do mundo, incluindo as metas econômicas, disseram pessoas envolvidas nas discussões do governo.
A reunião terá como objetivo impulsionar o crescimento que tem sido afetado pelas rígidas restrições relacionadas à Covid-19 - e sua interrupção nas cadeias de abastecimento e na vida cotidiana das pessoas -, bem como por um mercado imobiliário em queda e um crescimento global em desaceleração.
A economia chinesa cresceu apenas 3% nos três primeiros trimestres deste ano, bem abaixo da meta de "cerca de 5,5%" para o ano inteiro estabelecida pelo governo na conferência de trabalho de dezembro do ano passado.
"Não estamos otimistas em relação à situação econômica. As pressões negativas ainda existem mesmo quando fazemos alguns ajustes em relação à Covid e ao setor imobiliário", disse um dos assessores do governo, que falaram sob condição de anonimato pois as deliberações são privadas.
"A política fiscal será proativa no próximo ano, pois precisamos emitir mais dívida para financiar projetos de infraestrutura. A política monetária tem espaço para afrouxamento, dado que a inflação permanece moderada."
Quatro assessores do governo disseram à Reuters que elaboraram recomendações para as metas anuais de crescimento econômico do próximo ano, variando de 4,5% a 5,5%.
"Devemos estabelecer uma meta de crescimento em torno de 5% para o próximo ano", disse um dos assessores.
Os líderes do país devem endossar uma meta na reunião de dezembro, embora ela não seja anunciada publicamente até a reunião anual do Parlamento chinês, geralmente realizada em março.
0 comentário
Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior
Ibovespa avança com balanços sob holofote e exterior favorável, mas tem quarta semana negativa
Taxas dos DIs caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra no radar
EUA atacam navios do Irã em Ormuz; Teerã fala em ‘confrontos esporádicos’
Produção e vendas de veículos no Brasil recuam em abril ante março
Mudança na formação de preços de energia poderia elevar encargo ao consumidor, diz Engie