Líderes do G20 condenarão uso ou ameaça de armas nucleares, mostra esboço de declaração
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Por Jan Strupczewski
BRUXELAS (Reuters) - Líderes das 20 maiores economias do mundo condenarão na próxima semana o uso ou qualquer ameaça de uso de armas nucleares, de acordo com um esboço inicial de declaração do G20 visto pela Reuters.
Os líderes do G20 se reunirão na Indonésia nos dias 15 e 16 de novembro e a invasão russa da Ucrânia estará no topo da agenda.
"Muitos membros condenaram veementemente a guerra de agressão ilegal, injustificável e não provocada da Rússia contra a Ucrânia e pediram que ela cesse imediatamente", informa o esboço, que pode mudar e precisaria da aprovação de Moscou para alcançar uma unanimidade.
"O uso ou ameaça de uso de armas nucleares é inadmissível."
A preocupação com a possível escalada nuclear durante a guerra da Rússia na Ucrânia aumentou após dois discursos do presidente russo, Vladimir Putin, nos quais ele indicou que, se necessário, usaria essas armas para defender a Rússia.
De acordo com o esboço, muitos membros do G20 também acham que a invasão está "restringindo o crescimento, aumentando a inflação, interrompendo as cadeias de suprimentos, aumentando a insegurança energética e alimentar e elevando os riscos à estabilidade financeira".
A Rússia, maior fornecedora de gás da União Europeia, invadiu a Ucrânia em fevereiro e, desde então, tem interrompido gradualmente quase todas as suas entregas de gás para a Europa, provocando um aumento nos preços da energia. A guerra também barrou as exportações de grãos da Ucrânia, elevando os preços dos alimentos em todo o mundo.
O salto na inflação ao consumidor tem forçado os bancos centrais a aumentar acentuadamente as taxas de juros, minando a confiança e o crescimento econômico.
O esboço também diz que "somente um compromisso duradouro para defender a ordem internacional baseada em regras e o sistema multilateral podem salvaguardar a paz e a estabilidade".
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