Petrobras não tem previsão de mudar dividendos, atribuição é do conselho, diz CFO
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Conselho de Administração da Petrobras poderia alterar a política de dividendos a qualquer momento, mas não há qualquer previsão para que isso ocorra, afirmou o diretor-executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araujo.
Os comentários foram feitos diante de perguntas de analistas nesta sexta-feira sobre quais são os processos para o estabelecimento de dividendos, e como isso poderia ficar com o novo governo eleito.
"É uma política de competência do Conselho de Administração, então o conselho na prática ele pode alterar a qualquer momento", disse Araujo, ao participar de teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados no trimestre.
Mas ele esclareceu que não há nenhuma mudança prevista no momento.
"Não tem qualquer previsão de alteração de política de dividendos da companhia, apenas indiquei que é de competência do Conselho de Administração", pontuou, posteriormente.
O colegiado da empresa aprovou na véspera 43,68 bilhões de reais em dividendos no terceiro trimestre, superando com folga valores anunciados por gigantes do setor no Ocidente, segundo cálculos da Reuters.
Os altos dividendos começaram a ser aprovados depois que a Petrobras reduziu sua dívida e passou a focar seus investimentos no pré-sal, ao mesmo tempo em que tocou um bilionário plano de venda de ativos considerados não essenciais.
Os executivos da Petrobras também responderam questões sobre a governança a partir do próximo ano, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.
O diretor-executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Rafael Chaves, evitou entrar em suposições sobre o que poderia mudar com o novo governo.
Mas afirmou que a Petrobras hoje não é a mesma empresa de antes da operação Lava Jato. Segundo ele, a empresa passou por melhorias, com mecanismos relacionados à governança e também no caminho mais estratégico.
Somado a isso, o diretor destacou ainda outros mecanismos novos, como a lei das estatais e lei anticorrupção, que também trazem mais segurança aos investidores.
"A gente garante muito mais transparência, muito mais visibilidade aos acionistas antes que algum retrocesso aconteça nesses mecanismos que mencionei", afirmou.
(Por Marta Nogueira)
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