Putin diz que civis devem ser retirados da região ucraniana de Kherson
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LONDRES (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que os civis na região de Kherson, na Ucrânia, devem ser retirados da zona de conflito, o primeiro reconhecimento do chefe do Kremlin sobre a deterioração da situação em uma região que ele afirma ter anexado.
"Agora, é claro, aqueles que vivem em Kherson devem ser removidos da zona das ações mais perigosas, porque a população civil não deve sofrer", disse Putin a ativistas pró-Kremlin ao comemorar o Dia da Unidade Nacional da Rússia.
A observação de Putin, que ocorreu espontaneamente depois que um ativista contou ao presidente russo na Praça Vermelha sobre seu trabalho entregando bandeiras russas a Kherson, foi exibida na televisão estatal e relatada pela agência de notícias estatal RIA.
Autoridades instaladas pela Rússia na região de Kherson, uma das quatro províncias ucranianas que Putin declarou parte da Rússia em uma cerimônia no Kremlin em setembro, pediram que os civis deixem o oeste da região, onde as forças ucranianas retomaram terreno nas últimas semanas.
Na quinta-feira, o vice-governador de Kherson indicado pela Rússia, Kirill Stremousov, emitiu vários apelos em vídeo para que os civis deixem a parte da província na margem oeste do rio Dnipro. Ele disse que as forças russas provavelmente entregarão em breve a margem oeste do Dnipro à Ucrânia.
A região de Kherson, a maior parte da qual a Rússia controla desde o lançamento de sua campanha militar na Ucrânia em 24 de fevereiro, é vista como estrategicamente crucial, controlando tanto o acesso terrestre quanto grande parte do abastecimento de água à Crimeia, que a Rússia anexou em 2014.
Continua sendo a única capital regional que a Rússia conquistou desde fevereiro.
A Ucrânia anunciou uma contraofensiva em Kherson em agosto, expulsando as forças russas de grande parte do norte da região em setembro.
O general Sergei Surovikin, comandante das tropas russas na Ucrânia, já se referiu a uma situação difícil em Kherson.
(Reportagem da Reuters)
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