Líbano diz que os EUA protegerão acordo marítimo com Israel mesmo que Netanyahu vença
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BEIRUTE (Reuters) - O primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, disse nesta quarta-feira que as garantias dos Estados Unidos protegerão um acordo de fronteira marítima com Israel caso o ex-primeiro-ministro conservador de Israel, Benjamin Netanyahu, conquiste a maioria nas eleições.
Netanyahu havia ameaçado "neutralizar" o acordo, que entrou em vigor na semana passada após anos de conversações indiretas patrocinadas pelos EUA que finalmente estabeleceram a fronteira do Mediterrâneo entre os dois Estados inimigos após décadas de hostilidade.
Os Estados Unidos se comprometeram a continuar sendo o garantidor do acordo. O mediador das conversações, o enviado de energia dos EUA Amos Hochstein, disse a repórteres no Líbano que espera que o acordo resista tanto a eleições contenciosas em Israel quanto a uma transição para um novo presidente no Líbano.
Mikati também parecia confiante, dizendo à Reuters em uma entrevista por telefone da Cúpula da Liga Árabe em Argel que ele "não tem medo" do destino do acordo.
"Não temos medo de uma mudança nas autoridades em Israel". Quer Netanyahu vença ou outra pessoa, ninguém pode se opor a isso (acordo)", disse ele.
Ele disse que os Estados Unidos, "como patrocinadores deste acordo", serão responsáveis por sua implementação sem problemas.
Embora limitado no escopo, a delineação do acordo deve abrir caminho para uma maior exploração dos recursos energéticos tanto por Israel quanto pelo Líbano.
(Reportagem de Laila Bassam e Maya Gebeily)
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