Ibovespa avança com disputa presidencial acirrada e aval de NY
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa buscava a quarta alta seguida nesta quinta-feira, apoiado por Nova York e após pesquisa Datafolha mostrar um cenário mais acirrado na disputa presidencial, o que repercutia positivamente em papéis de estatais como Banco do Brasil.
Às 11:08, o Ibovespa subia 0,55%, a 116.918,39 pontos. O volume financeiro somava 7,1 bilhões de reais.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve 49% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) oscilou 1 ponto para cima e foi a 45%, apontou o Datafolha.
Como a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, a diferença entre os candidatos está no limite da margem de erro, apontou o levantamento divulgado na véspera, após o fechamento da bolsa.
No tópico rejeição, 50% disseram que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, ante 51% na pesquisa anterior, e 46% disseram o mesmo sobre Lula, mesmo patamar anterior.
Para estrategistas do Citi, a pesquisa fornece novas evidências de uma corrida presidencial mais acirrada e reforça a percepção da equipe do banco de que a rejeição é o que mais importa no segundo turno.
"O espaço para mudanças significativas até 30 de outubro continua apertado: 94% dos entrevistados disseram já ter certeza de suas escolhas, deixando apenas 6% dos votos em disputa", afirmaram em relatório enviado a clientes.
"No geral, o resultado do Datafolha está em linha com outras pesquisas que vêm mostrando diminuição gradual da distância", acrescentaram.
A avaliação da área de pesquisa da Levante Corp é de que "o clima deve trazer algum otimismo para os mercados no curto prazo, que descartam, a princípio, um descolamento de Lula frente ao seu adversário", segundo relatório enviado a clientes.
No exterior, Wall Street repercutia resultados corporativos, entre eles o da Tesla, incluindo alerta da montadora de carros elétricos de que não atingirá a meta de entregas de veículos, bem como dados econômicos. O S&P 500 mostrava acréscimo de 0,69%.
Também no radar estava a renúncia de Liz Truss como primeira-ministra do Reino Unido apenas seis semanas depois de sua nomeação, após um programa econômico que abalou os mercados e dividiu seu Partido Conservador.
DESTAQUES
- BANCO DO BRASIL ON subia 2,74%, a 42,79 reais, capitaneando os ganhos entre os grandes bancos listados, com ITAÚ UNIBANCO PN em alta de 1,35% e BRADESCO PN avançando 0,3%.
- PETROBRAS PN valorizava-se 1,1%, a 35,81 reais, renovando máxima histórica no melhor momento, a 36,26 reais, endossada ainda pela alta dos preços do petróleo no exterior, com o Brent subindo 2,4%, a 94,63 dólares o barril.
- CSN ON avançava 4,2%, a 13,41 reais, em sessão positiva para o setor siderúrgico, com USIMINAS PNA em alta de 3,95% e GERDAU PN com elevação de 2,09%. No setor de mineração, VALE ON ganhava 1,03%.
- AMERICANAS ON recuava 9,69%, a 14,82 reais, em mais uma sessão de baixa para o segmento, com VIA ON caindo 3,07% e MAGAZINE LUIZA ON perdendo 2,86%.
- CYRELA ON perdia 2,01%, a 18,01 reais, com o índice do segmento imobiliário na B3 em baixa de 0,44%. Na contramão, MRV&CO ON tinha acréscimo de 1,03%.
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