Cuba chama embargo comercial dos EUA de "furacão" que nunca acaba
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HAVANA (Reuters) - Cuba disse nesta quarta-feira que o embargo comercial de décadas dos Estados Unidos vem causando perdas financeiras recordes e sofrimento humano incalculável nos últimos meses, em um momento em que Cuba também luta contra os efeitos da pandemia de Covid-19 e do furacão Ian.
O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, fez os comentários no lançamento de uma campanha anual para uma resolução das Nações Unidas condenando o embargo comercial, que foi implementado após a revolução de 1959 em Cuba.
Os comentários do ministro das Relações Exteriores seguem um anúncio do governo Biden na terça-feira dizendo que forneceria 2 milhões de dólares a Cuba para esforços de ajuda emergencial após o furacão Ian.
"Apesar dos anúncios positivos... o bloqueio não mudou em seu alcance ou profundidade", disse Rodríguez a repórteres em entrevista coletiva em Havana.
Ele afirmou que Cuba estava grata pela ajuda dos EUA, mas ainda prejudicada pelo embargo, que ele chamou de "furacão" que nunca deixa de atingir a ilha.
"O embargo é uma pandemia permanente, um furacão constante", disse. "Hoje a política do governo do presidente Biden em relação a Cuba é... a mesma política republicana, nenhuma mudança foi introduzida nessa política."
As perdas econômicas causadas pelo embargo, de agosto de 2021 a fevereiro de 2022, totalizaram 3,8 bilhões de dólares, um recorde para esse período de sete meses, disse Rodríguez, elevando o custo total para 154 bilhões de dólares desde o início do embargo.
(Reportagem de Dave Sherwood e Nelson Acosta)
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