Ibovespa fecha em baixa, mas acima de 114 mil pontos com apoio de NY
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, pressionado por Vale, mas distante da mínima da sessão, beneficiado pela melhora em Wall Street, mesmo após dados mais fortes do que o esperado sobre a inflação norte-americana.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,46%, a 114.300,09 pontos. O volume financeiro alcançou 47 bilhões de reais, em dia também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro.
Pela manhã, o Ibovespa chegou a 112.690,12 pontos, contaminado pelas preocupações com os próximos passos do banco central dos Estados Unidos após uma alta acima do esperado nos preços ao consumidor daquele país.
Em Nova York, o S&P 500 também sofreu na abertura, alcançando 3.491,58 pontos no pior momento, com os receios sobre os efeitos na economia da manutenção da política monetária restritiva do Federal Reserve.
Wall Street, contudo, reagiu e o S&P 500 fechou em alta de 2,6%, 3.669,91 pontos, reflexo de cobertura de posições vendidas e movimentos técnicos.
Na visão de Rodrigo Jolig, diretor de investimentos da Alphatree Capital, foi um movimento técnico, possivelmente refletindo desmonte de posições de hedge que o mercado havia feito se preparando para a divulgação do dado.
"Não muda muito a tendência de que o Fed continuará subindo o juro até essa inflação começar a inverter", acrescentou.
De acordo com o Departamento de Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) aumentou 0,4% em setembro, acima da projeção de economistas de acréscimo de 0,2%. O índice vinha de alta de 0,1% em agosto.
Para Enrico Cozzolino, chefe de análise e sócio da Levante Investimentos, houve exagero na hora da divulgação e depois mercado corrigiu o movimento, uma vez que o dado apenas confirmou uma continuação do cenário de inflação mais forte nos EUA.
DESTAQUES
- VALE ON caiu 1,78%, a 72,18 reais, pesando do lado negativo, diante da queda dos contratos futuros de minério de ferro na Ásia, com o benchmark na bolsa de Dalian, na China, atingindo uma mínima de três semanas. CSN MINERAÇÃO ON perdeu 5,56%.
- AMERICANAS ON recuou 7,34%, a 19,05 reais, em dia negativo para o setor de varejo, com MAGAZINE LUIZA ON perdendo 4,84% e VIA ON cedendo 3,44%.
- EMBRAER ON fechou em baixa de 4,84%, a 11,59 reais, na segunda queda seguida, enfraquecida pelos potenciais efeitos de uma desaceleração econômica acentuada no mundo.
- MRV ON cedeu 5,13%, a 10,55 reais, antes de dados operacionais do terceiro trimestre previstos para a sexta-feira. Na contramão, EZTEC ON, que reportou salto de 72% nas vendas brutas de julho a setembro, subiu 2,73%. CYRELA ON, que teve alta de 67,4% nas vendas contratadas, caiu 0,59%.
- BRASKEM PNA saltou 11,97%, a 37,60 reais, ampliando a alta da terça-feira, quando saltou mais de 20%, com especulações envolvendo oferta de aquisição da petroquímica.
- PETROBRAS PN avançou 2,85%, a 33,94 reais, e PETROBRAS ON subiu 3,13%, a 37,89 reais, ajudando a atenuar a perda do Ibovespa, beneficiadas pela alta dos preços do petróleo no mercado externo, onde o Brent subiu 2,29%, a 94,57 dólares o barril.
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