Mudanças permanentes na inflação podem resultar em volatilidade na política monetária, diz Barkin, do Fed
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Por Howard Schneider
ATLANTA (Reuters) - Alterações nas cadeias de suprimentos globais, mudanças demográficas e relações comerciais fragilizadas podem tornar a inflação, no futuro, mais volátil e forçar o Federal Reserve e outros bancos centrais a responder na mesma moeda, afirmou o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, nesta segunda-feira.
Ainda não está claro, disse Barkin em uma conferência de tecnologia do Fed de Atlanta, se algumas das mudanças na economia global que começaram durante a pandemia de coronavírus, como a transição, por parte de empresas, para fontes de suprimento mais caras, porém mais resilientes, serão permanentes.
Mas se isso acontecer, "estaríamos mais propensos a enfrentar períodos com forças reais transmitindo pressões inflacionárias de curto prazo", do que foi o caso nas últimas décadas, afirmou Barkin. "Essas pressões podem dificultar a 'observação' dos choques de curto prazo. Elas podem tornar as trajetórias de aumento gradual da taxa de juros menos eficazes. Elas podem tornar as intervenções de funcionamento do mercado um pouco mais complicadas."
Para os bancos centrais, "nossos esforços para estabilizar as expectativas de inflação podem exigir períodos em que apertamos a política monetária mais do que nosso padrão recente", disse Barkin.
"Não quero declarar uma mudança de longo prazo nos ventos predominantes quando ainda não sabemos exatamente como a era da pandemia se desenrolará... Nunca minimize as forças desinflacionárias", disse Barkin.
No entanto, como alternativa, o Fed pode enfrentar um desafio não apenas em definir a política monetária, mas em explicá-la.
"Nos últimos 10 anos, nossas metas de inflação e emprego não entraram em conflito ao elaborar a política monetária. Como tal, as decisões do Fed foram relativamente fáceis de explicar", afirmou Barkin. Se isso mudar, "precisaremos ter clareza de que uma economia em crescimento e o pleno emprego exigem preços estáveis e que continuaremos comprometidos em lidar com os saltos inflacionários".
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