Agência da ONU alerta para recessão ligada a decisões "imprudentes" de política monetária
![]()
GENEBRA (Reuters) - Uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta segunda-feira sobre o risco de uma recessão global induzida pela política monetária que teria consequências especialmente graves para os países em desenvolvimento.
"O aperto monetário excessivo pode levar a um período de estagnação e instabilidade econômica" para alguns países, disse a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em comunicado divulgado junto com seu relatório anual.
"Qualquer crença de que eles (os bancos centrais) serão capazes de derrubar os preços confiando em taxas de juros mais altas sem gerar uma recessão é, sugere o relatório, uma aposta imprudente", afirmou o órgão.
O relatório disse que taxas de juros mais altas, incluindo aumentos do Federal Reserve (banco central dos EUA), terão um impacto mais severo nas economias emergentes, que já apresentam níveis elevados de dívida pública e privada.
"A possibilidade de uma crise generalizada da dívida dos países em desenvolvimento é muito real", disse o relatório intitulado "Perspectivas de desenvolvimento em um mundo fraturado".
No geral, a UNCTAD revisou para baixo sua projeção de crescimento para 2022 a 2,5%, de 2,6% estimado em sua avaliação de março. A expectativa é de crescimento de 2,2% em 2023.
O Fundo Monetário Internacional também alertou no mês passado que alguns países podem entrar em recessão no próximo ano e revisou sua previsão de crescimento para baixo.
(Reportagem de Emma Farge)
0 comentário
Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade