Ações europeias caem para mínima em mais de 1 ano e meio por temores de desaceleração
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As ações europeias caíram nesta quinta-feira, com o aumento de preocupações com recessão depois que o banco central dos Estados Unidos fez outro grande aumento da taxa de juros e sinalizou mais movimentos em sua luta contra a inflação teimosamente alta.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 1,79%, a 399,76 pontos. O índice atingiu seu menor nível desde fevereiro de 2021, com papéis de tecnologia, mais sensível aos juros, e imobiliárias na lanterna. Ambos os setores caíram mais de 4% cada, com o imobiliário tombando a mínimas em mais de dois anos.
O Federal Reserve sinalizou mais elevações de juros depois de entregar sua terceira alta de 0,75 ponto percentual do ano na quarta-feira, parecendo menos esperançoso em relação a uma aterrissagem suave para a economia dos EUA.
"(O declínio desta quinta-feira) é uma continuação da reunião do Federal Reserve de ontem", disse Giles Coghlan, analista-chefe de mercado da HYCM. "Os mercados estão tentando digerir toda a ação de bancos centrais das últimas 24 horas."
"Os operadores de ações estão vendo taxas de juros mais altas, não apenas nos EUA, mas também no Reino Unido e na Europa. Portanto, não há muitas razões para os operadores de ações se encorajarem."
Isabel Schnabel, membro do conselho do Banco Central Europeu, disse que as taxas de juros precisam continuar a subir, já que a inflação ainda está muito elevada, mesmo com a zona do euro enfrentando uma desaceleração econômica.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,08%, a 7.159,52 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,84%, a 12.531,63 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,87%, a 5.918,50 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,07%, a 21.799,11 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,24%, a 7.774,70 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,82%, a 5.678,63 pontos.
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