Com vitória "do outro lado" país entrará no caminho da miséria, diz Guedes
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou o discurso eleitoral nesta quarta-feira, afirmando que, caso o presidente Jair Bolsonaro seja reeleito, o governo vai continuar a privatizar, a abrir a economia e a reduzir despesas, enquanto, no caso de vitória "do outro lado", não se sabe o que será feito e o país estará no caminho da miséria.
"Estamos deixando arrumadinho, mas dá para afundar bastante", afirmou Guedes em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro.
"Enquanto a gente estiver no governo eles (opositores) vão rolar o fim do mundo sempre para o ano que vem. Mas eles que vão levar para o fim do mundo (se ganharem)", disse Guedes, em referência aos rivais de Bolsonaro na disputa presidencial.
O ministro previu que o Produto Interno Bruto pode crescer até 3% este ano e continuará a crescer em 2023. Ele voltou a criticar as estimativas mais modestas de analistas, ressaltando que os modelos estão defasados ao seguir tendo como norte os investimentos públicos e afirmando que as projeções estão tendo que ser revistas para cima.
As despesas públicas fecharão este ano em 18% do PIB, e poderão cair a 15% do PIB com a reeleição do governo Bolsonaro, disse Guedes, sem detalhar.
Ele reiterou críticas à regra do teto de gastos, mas afirmou que o governo só abriu o teto para ajudar necessitados.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social precisará devolver ao Tesouro Nacional 90 bilhões de reais que ainda restam do pagamento de empréstimos feitos ao banco em governos anteriores, disse Guedes.
Segundo ele, a "direção jurídica" do BNDES quer manter os recursos em caixa, mas eles serão devolvidos, o que levará a relação dívida/PIB a 76%, ante 77,6% em julho.
(Por Rodrigo Viga Gaier)
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