Putin busca acalmar Azerbaijão e Armênia após 49 mortes em confrontos
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Por Gabrielle Tétrault-Farber
TBILISI (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tentou nesta terça-feira encerrar os confrontos entre Armênia e Azerbaijão depois que combates na fronteira mataram pelo menos 49 soldados armênios e levantaram temores de outra guerra na ex-União Soviética.
Rússia, Estados Unidos e França pediram moderação após os combates mais mortais desde que Armênia e Azerbaijão travaram uma guerra de seis semanas pelo disputado enclave de Nagorno-Karabakh em 2020.
A Armênia afirmou que várias cidades perto da fronteira com o Azerbaijão, incluindo Jermuk, Goris e Kapan, foram bombardeadas nas primeiras horas da terça-feira. Yerevan disse que respondeu ao que chamou de "provocação em larga escala" do Azerbaijão.
Baku disse que foi atacada pela Armênia. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente os relatos do campo de batalha de nenhum dos lados.
"É difícil avaliar o papel da Federação Russa, o papel de Putin pessoalmente", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.
"O presidente está naturalmente fazendo todos os esforços para ajudar a diminuir as tensões na fronteira", declarou Peskov.
A Rússia, que em fevereiro enviou tropas para a Ucrânia na maior invasão terrestre europeia desde a Segunda Guerra Mundial, é o principal intermediário no Cáucaso e um aliado da Armênia por meio da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, liderada pela Rússia, que se reuniu na terça-feira para discutir a situação.
A Rússia, que opera uma base militar na Armênia, enviou milhares de forças de paz para a região em 2020 como parte de um acordo para encerrar uma guerra durante a qual o Azerbaijão obteve ganhos territoriais significativos dentro e ao redor de Nagorno-Karabakh.
A Turquia apoia o Azerbaijão política e militarmente.
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