Bolsonaro vai ao JN para sair de bolha, mas atento a "armadilhas", dizem fontes
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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer defender os feitos do seu governo e falar para fora da "bolha" bolsonarista durante a entrevista que fará nesta segunda-feira à noite ao Jornal Nacional, segundo duas fontes da campanha, acrescentando que houve um trabalho para tentar evitar que caia em armadilhas.
"É o evento mais importante da campanha desta semana", resumiu um das fontes, sobre a expectativa que o QG de campanha tem em relação ao programa.
Bolsonaro não quis fazer um media training --treinamento em que um entrevistado passa por uma sabatina prévia-- para que não ele não perdesse a espontaneidade e a intuição na hora de falar, disse a outra fonte. Ainda assim, nas últimas semanas ele conversou com ministros, assessores e pessoas próximas sobre quais linhas deve adotar no JN, da TV Globo.
O programa jornalístico tem uma das maiores audiências na TV aberta do Brasil, mas a TV Globo é alvo de constantes e contundentes críticas do presidente, que já chegou, inclusive, a cogitar não renovar a concessão pública da emissora.
O trabalho que tem sido feito é para que o candidato à reeleição defenda na entrevista as ações do governo e que teria sido, na avaliação das fontes da campanha, noticiada de forma tendenciosa pela emissora.
Dois filhos do presidente usaram pela manhã as redes sociais para dar o tom da ida de Bolsonaro ao JN. Tanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos coordenadores da campanha à reeleição dele, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), disseram que o pai vai mostrar o que a emissora procurou esconder nos últimos anos.
A segunda fonte da campanha admite que há uma grande chance de ter um conflito de Bolsonaro com os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos. Em 2018, houve uma série de atritos envolvendo o presidente.
Essa fonte disse que recomendaram a Bolsonaro tentar buscar um tom moderado, falar com o eleitorado mais amplo e evitar novos embates com os apresentadores.
O presidente também deverá enfocar na comparação da gestão dele e a dos petistas, com o intuito de reduzir a vantagem registrada nas pesquisas de intenção de voto em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme as fontes.
O presidente também foi "brifado" para tentar fugir de armadilhas, como criticar as urnas eletrônicas e não cair em provocações sobre uma eventual fala da gripezinha --nome a que ele se referiu à Covid-19 em março de 2020, conforme a primeira fonte. Ela avalia que, de maneira geral, Bolsonaro se sai bem em entrevistas, mas há uma preocupação com o formato da sabatina --serão 40 minutos de entrevista sem intervalo na abertura do jornal televisivo.
Bolsonaro vai estrear a série de entrevistas do Jornal Nacional com os principais candidatos ao Palácio do Planalto e ainda não confirmou se participará de outras entrevistas durante a campanha, afirmaram as fontes.
1 comentário
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Getulio Coutinho
A entrevista quiz espremer e fritar o presidente. Parecia um inquérito e não uma entrevista. Aliás, o JN já perdeu credibilidade há muito. São notícias parciais e tendenciosas: se o jornal mostra uma reportagem de enchente e depois de fogo, com cenas chocantes, e depois insere uma fala sobre seca, fica claro essa tendência. A notícia pode ser verdade, mas se quer sugerir outra coisa. Cadê Miriam Leitão, e outros comentaristas? Pararam porque não tem o objetivo de informar e esclarecer. Querem influenciar.
O que se viu não foi uma entrevista. Foi uma inquisição desrespeitosa para com o Presidente e os seus milhões de eleitores.
A frase que sobressaiu na entrevista ... Foi dita pela entrevistadora (mentirosa) ...
FIQUE EM CASA !!! ... (SE PUDER)
NUNCA SE ESQUEÇAM DESSA FRASE !!!
QUANDO FOR VOTAR ... (SE PUDER) !!!!
GLOBO ... NINHO DE COBRAS MENTIROSAS !!!