TSE cria grupo de trabalho para enfrentar violência política nas eleições
![]()
Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, determinou a criação de um grupo de trabalho para estudar diretrizes para enfrentar o aumento de casos de violência política registrados no país neste ano de eleições.
Em ofício, Fachin informou que a medida foi tomada considerando mais de uma dezena de relatos que chegaram ao TSE nas últimas semanas. Entre os casos registrados está o assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, morto a tiros por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro durante sua festa de aniversário, que tinha como tema o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mais recentemente, no Rio de Janeiro, o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), candidato ao governo do Estado, e outros candidatos do partido foram cercados e xingados por bolsonaristas durante uma caminhada. Segundo testemunhos, alguns deles portavam armas.
Depois da morte de Arruda, o PT e outros partidos de oposição foram ao TSE pedir protocolos de combate à violência.
O grupo de trabalho criado por Fachin será formado por servidores do TSE e representantes dos Tribunais Regionais Eleitorais das cinco regiões do país. Deverão ser feitas audiências públicas e debates com representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público Eleitoral e outras entidades da sociedade civil.
O ofício não dá prazo para a conclusão dos trabalhos.
0 comentário
Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação
Dólar sobe aos R$5,0664 puxado pelo cenário político no Brasil e pelo exterior
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local