EUA alertam para intensificação de operações de influência da China
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WASHINGTON (Reuters) - Uma agência de contrainteligência dos Estados Unidos alertou na quarta-feira autoridades locais que a China está intensificando as operações de influência com o objetivo de manipulá-las a pressionar o governo federal a buscar políticas mais amigáveis com Pequim.
A China "entende que os líderes estaduais e locais dos EUA desfrutam de um grau de independência de Washington e podem tentar usá-los como representantes para defender as políticas nacionais dos EUA que Pequim deseja", disse o Centro Nacional de Contrainteligência e Segurança em um boletim enviado a autoridades estaduais e locais.
O alerta ocorre em meio a fortes tensões entre Washington e Pequim sobre uma série de questões, que vão desde as vendas de armas dos EUA para Taiwan e o histórico de direitos humanos da China até as atividades militares de Pequim no Mar do Sul da China e supostas operações de espionagem contra os EUA.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta quinta-feira a acusação.
"Nós, chineses, temos um ditado: quem perdeu seu machado suspeita que seu vizinho o roubou", disse o porta-voz Zhao Lijian em uma coletiva de imprensa em Pequim.
"Isso descreve a mentalidade dos EUA, que está repleta de mentalidade da Guerra Fria e viés ideológico."
O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, vê a China como um concorrente estratégico. Mas diz que está determinado a evitar conflitos e busca a adesão de Pequim às regras e instituições internacionais sobre paz e segurança.
(Reportagem de Jonathan Landay)
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