Relator da PEC dos Benefícios não altera texto e quer votação ainda nesta 3ª feira na comissão
![]()
Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - O relator da PEC dos Benefícios na Câmara, chamada de PEC "Kamikaze" por críticos, deputado Danilo Forte (União-CE), abriu mão das mudanças que pretendia promover no texto e confirmou que irá manter o conteúdo já aprovado pelo Senado, alimentando a expectativa de votar a proposta ainda nesta terça-feira em comissão especial da Câmara.
O deputado deve apresentar, ainda nesta terça, seu parecer à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na comissão especial que analisa seu mérito. Segundo ele, se não houver resistência, há possibilidade de ela já ser votada pelo colegiado logo após a leitura do relatório.
A PEC estabelece um estado de emergência para justificar a criação de novos benefícios em 2022 diante da alta dos combustíveis, o que, para críticos, trata-se de uma estratégia para burlar o teto de gastos e a lei eleitoral, além de ser uma manobra eleitoreira. A PEC também amplia o Auxílio Brasil, o Auxílio Gás e prevê benefício a taxistas, além de suplementar orçamento para programa alimentar.
Forte adiciona ao estado de emergência o componente da "comoção social" como argumento para a concessão dos benefícios.
Até a véspera, o relator estudava a possibilidade de retirar a previsão de reconhecimento do estado de emergência e buscava alternativas na própria lei do teto de gastos para a concessão de novos benefícios. Também trabalhava com a ideia de incluir motoristas de aplicativos dentre os beneficiários de novos auxílios.
Ambas as teses foram abandonas, informou o próprio deputado a jornalistas.
0 comentário
Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação
Dólar sobe aos R$5,0664 puxado pelo cenário político no Brasil e pelo exterior
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local