Ministro da Economia da Argentina deixa cargo em meio a crise no governo
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Por Jorge Otaola
BUENOS AIRES (Reuters) - O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, arquiteto de um importante acordo de dívida recente com o Fundo Monetário Internacional (FMI), renunciou no sábado no momento em que surgem profundas divisões na coalizão governista sobre como lidar com as crescentes crises econômicas.
Guzmán, no cargo desde o final de 2019 e aliado próximo do Presidente Alberto Fernández, publicou uma carta no Twitter anunciando sua decisão, acrescentando que mantém "confiança em minha visão do caminho que a Argentina deve seguir".
O presidente peronista de centro-esquerda está enfrentando seu mais baixo índice de aprovação desde que tomou posse em 2019, com fissuras em sua coalizão, inflação acima de 60%, o peso sob crescente pressão e os títulos soberanos em mínimas históricas.
Guzmán, um moderado, entrou em conflito com a poderosa vice-presidente Cristina Kirchner, ex-presidente por dois mandatos, que criticou sua maneira de lidar com a economia e pediu maiores gastos para aliviar os altos níveis de pobreza.
A demissão deixa o ministério sem liderança no momento em que Guzmán viajaria à Europa para negociar um acordo de dívida de 2 bilhões de dólares com o Clube de Paris de credores soberanos.
"É a crônica de uma morte anunciada", disse Mariel Fornoni, diretor da consultoria Management and Fit.
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