Crise de confiança pós-pandemia será desafio para setor de saúde, diz Swiss Re
![]()
SÃO PAULO (Reuters) - A redução da confiança nos serviços públicos de saúde provocada pela pandemia da Covid-19 poderá criar problemas duradouros para o setor, incluindo para seguradoras, afirmou a resseguradora suíça Swiss Re em relatório anual sobre riscos emergentes.
Citando indicadores mostrando que a confiança das pessoas no setor de saúde e nos governos globalmente caiu para recordes de baixa em 2021, a companhia afirmou que a descrença nas autoridades de saúde pública e profissionais do setor fomenta comportamento prejudicial e aumenta o risco de doenças e mortalidade, especialmente em futuras crises de saúde.
"Se as pessoas recusarem o tratamento, evitando medidas preventivas ou recorrendo a alternativas duvidosas, pode haver consequências nas doenças", afirmou a Swiss Re. "Além disso, com mais casos extremos em tratamento, a mortalidade pode aumentar."
A crise de confiança pós-Covid é um dos 14 riscos emergentes da última edição do relatório SONAR da resseguradora, que inclui também ameaças tecnológicas, econômicas e ambientais.
O documento cita, por exemplo, que o conflito Rússia-Ucrânia deteriorou ainda mais o horizonte macroeconômico, elevando os preços de matérias-primas e acentuando as interrupções na cadeia de suprimentos.
Entre as muitas consequências possíveis desse cenário, a empresa citou a reação de empresas para reduzir custos, tais como as construtoras, uma das mais afetadas por aumento de preços de produtos como aço e derivados de petróleo, o que concorreria para piorar a qualidade das construções.
"Isso pode levar a mais pedidos de indenização patrimonial e profissional", projetou a Swiss Re.
A resseguradora citou ainda riscos associados a inovações tecnológicas, como a das criptomoedas e da computação quântica, dados os efeitos potenciais cada vez mais danosos de ataques cibernéticos.
"A computação quântica, antes de uma oportunidade, é uma ameaça", afirma o documento.
No caso das moedas digitais, a resseguradora afirmou que, devido ao alto consumo de energia e recursos necessários para a infraestrutura de servidores, as seguradoras podem relutar em fornecer cobertura. Elas também precisariam de se distanciarem de atividades ilegais associadas a ativos criptográficos.
(Por Aluísio Alves)
0 comentário
Preços ao produtor na China tem maior alta em quatro anos e pressionam fabricantes
Ações sobem com recuperação de papéis da tecnologia e Oriente Médio em destaque
Bolsa chinesa tem melhor pregão em três meses com recuperação do setor de chips
Trump vai retirar Síria da lista dos EUA de países patrocinadores de terrorismo
Ibovespa fecha em queda com Oriente Médio e juros dos EUA em foco
Forças dos EUA realizam novos ataques contra Irã